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"Bug": conheça a história real do inseto que parou um computador

Incidente registrado em diário de bordo imortalizou a falha na tecnologia

19 set 2026 - 20h42
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Resumo
O termo "bug", usado para indicar falhas em sistemas, ganhou origem literal em 9 de setembro de 1947, quando uma mariposa travou o computador Harvard Mark II ao ficar presa em um relé. A equipe, integrada pela pioneira Grace Hopper, removeu o inseto e o colou no diário de bordo com o registro histórico, ato que também consagrou o termo "debugging" para a correção de erros. Embora a palavra já fosse usada informalmente por inventores no século XIX, o evento oficializou o conceito na computação.

Você sabia que o termo "bug" — inseto em inglês e usado no mundo inteiro para descrever falhas, erros e travamentos em sistemas, aplicativos e jogos de computador — tem uma origem literalmente biológica? Embora a palavra já existisse na linguagem popular para indicar pequenos problemas operacionais, foi em uma tarde de setembro de 1947 que o termo se oficializou na história da computação graças a uma mariposa de verdade.

Foto: Magnific / Porto Alegre 24 horas

A tarde em que um inseto parou a tecnologia

No dia 9 de setembro de 1947, uma equipe de engenheiros e cientistas trabalhava no Harvard Mark II, um computador gigantesco mantido na Universidade de Harvard para uso da Marinha dos Estados Unidos. O sistema ocupava uma sala inteira e dependia de milhares de relés eletromecânicos para processar dados.

De repente, o computador apresentou um erro inexplicável nas operações. A equipe começou a inspecionar os componentes individualmente para localizar a falha, até encontrar algo inusitado preso no Relé nº 70 do Painel F: uma mariposa de verdade, presa entre as lâminas de contato, impedindo a passagem de corrente elétrica.

Grace Hopper e a primeira "depuração" da história

Entre os responsáveis pela operação do Harvard Mark II estava Grace Hopper, uma das pioneiras da programação moderna e oficial da Marinha americana. Ao remover o inseto com uma pinça, a equipe resolveu registrar o momento no diário oficial de bordo do laboratório (logbook).

Eles colaram a mariposa morta no caderno com fita adesiva e escreveram a seguinte legenda:

"First actual case of bug being found." (Primeiro caso real de um bug sendo encontrado.)

O ato de remover o inseto físico deu origem também ao termo "debugging" (depuração), utilizado até hoje pelos desenvolvedores para descrever o processo de encontrar e corrigir falhas em um código de software.

O termo já existia antes?

Embora o episódio da mariposa no Mark II tenha imortalizado o termo no contexto da computação moderna, a palavra "bug" no sentido de defeito técnico já era usada de forma informal por inventores do século XIX. O próprio Thomas Edison usou a palavra em cartas escritas em 1878 para se referir a pequenas dificuldades técnicas e falhas de projeto em suas invenções elétricas.

No entanto, o incidente liderado por Grace Hopper transformou uma gíria técnica em um conceito universal da tecnologia.

O inseto virou história

A folha do diário de bordo original, contendo a mariposa histórica colada ao lado das anotações de 1947, está preservada até hoje no National Museum of American History (da Instituição Smithsonian), em Washington, D.C.

Da próxima vez que o seu aplicativo fechar sozinho ou um programa de computador travar, você já sabe: a culpa ainda é do "inseto"!

Porto Alegre 24 horas
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