Bombando na Netflix, filme de Elize Matsunaga é alvo de decisão do Governo Lula
BRONCA!
Um dos maiores sucessos recentes da Netflix no Brasil entrou no radar do governo federal.
O filme "Elize: Sombras de uma Mulher", que reconstrói o crime que chocou o país em 2012, teve sua classificação indicativa alterada pelo Ministério da Justiça.
A produção, campeã de audiência na plataforma, passou de indicada para maiores de 16 anos para maiores de 18, por conta de cenas consideradas de violência extrema.
A determinação partiu de um órgão específico ligado ao governo federal, responsável por avaliar o conteúdo audiovisual no país. A reavaliação subiu a faixa etária do filme.
O Departamento de Promoção de Políticas de Justiça, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, alterou a classificação indicativa da obra após uma nova análise do conteúdo.
Com isso, o longa, que era liberado para maiores de 16 anos, passou a ser recomendado apenas para maiores de 18 anos.
A pasta enviou o despacho à Netflix na sexta-feira, e a plataforma tem prazo de até cinco dias para fazer a readequação.
Os motivos apontados pelo governo
A reclassificação não foi aleatória e se baseou em uma avaliação detalhada da produção. O órgão listou os pontos que motivaram a mudança.
A análise foi minuciosa. Segundo a Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa, o principal fundamento para a alteração foi a existência de cenas com representação explícita de violência extrema.
Ao todo, foram apontados 13 itens relacionados à representação da violência, incluindo a dramatização de exposição de cadáver, presença de sangue, morte intencional e mutilação.
Além disso, a pasta identificou conteúdo sexual e linguagem imprópria na obra.
O crime retratado no filme
Para entender por que a produção gerou preocupação regulatória, é preciso lembrar do caso real que a inspirou. A história marcou o noticiário brasileiro.
O filme dramatiza o assassinato e esquartejamento do empresário Marcos Kitano Matsunaga, diretor-executivo da marca de alimentos Yoki, morto por sua esposa, Elize Matsunaga, em 2012, na cobertura do casal em São Paulo.
O crime teve enorme repercussão nacional na época.
Elize foi condenada em 2016 e, atualmente, cumpre pena em regime aberto. A dramatização desse episódio de grande violência é justamente o que motivou a atenção do Ministério da Justiça.
Um fenômeno de audiência
Apesar da polêmica regulatória, ou talvez impulsionado por ela, o filme se tornou um dos maiores sucessos recentes da plataforma. Os números de audiência impressionam.
O desempenho foi expressivo. Lançado em 22 de julho, "Elize: Sombras de uma Mulher" chegou a se tornar a produção em língua não inglesa mais assistida da Netflix no período.
O interesse do público pela história, que já havia sido tema de uma série documental da própria plataforma anos antes, ajudou a alavancar as visualizações e a manter o filme entre os mais comentados do momento.
Quem está por trás da produção
A obra reúne nomes conhecidos do audiovisual brasileiro, tanto na direção quanto no elenco. A ficha técnica ajuda a entender o peso da produção.
O longa foi produzido pela Boutique Filmes, com direção de Vellas e roteiro assinado por Raphael Montes e Mariana Torres.
No papel principal, a atriz Lorena Comparato vive Elize Matsunaga, em sua primeira protagonista na carreira.
O elenco conta ainda com nomes como Henrique Kimura, Miwa Yanagizawa, Julia Shimura e Denise Weinberg.
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