Ator que brilhou como Elvis e Rocky agora assume papel icônico em clássico de Shakespeare
Daniel Haidar vive momento de consagração ao interpretar o lendário Walmor Chagas nas telonas e integrar montagem histórica em SP
Após conquistar o público na pele de ícones como Elvis Presley e o lutador Rocky Balboa, o ator Daniel Haidar prova que não tem medo de grandes desafios. Atualmente, ele brilha no elenco da nova montagem de Hamlet, espetáculo que marca a reabertura do emblemático CineCopan, em São Paulo. Além disso, o ator prepara-se para uma transformação profunda no cinema: ele dará vida ao lendário Walmor Chagas.
Um clássico com frescor contemporâneo
Sob a direção de Rafael Gomes, a montagem de Hamlet promete ser um divisor de águas. Nesta versão, Haidar interpreta Guildenstern, um dos amigos de juventude do protagonista, vivido por Gabriel Leone. Contudo, o papel reserva surpresas. Junto ao ator Rael Barja, Haidar também assume os personagens dos Coveiros. Dessa forma, a dupla garante momentos de ironia e o alívio cômico necessário à trama.
Em entrevista exclusiva, o ator não esconde a empolgação:
"Sou apaixonado por Shakespeare e fazer parte dessa montagem de Hamlet que já nasce histórica é uma realização muito especial para mim. Não só pela peça, que já é um acontecimento em si onde quer que seja montada, mas participar da devolução de um espaço histórico e cultural nobre como esse para a cidade de São Paulo fazendo um clássico como Hamlet é inexplicável. Ainda mais podendo trazer uma montagem que visa se comunicar com o público de hoje. É meu segundo Shakespeare e tenho certeza que não será o último. Tenho muita vontade de viver outras de suas histórias."
Do musical à telona: o desafio de ser Walmor Chagas
O ano é de plena transição na carreira de Haidar. Enquanto colhe frutos com sua companhia — recentemente indicada ao 20º Prêmio APTR —, o ator se prepara para o lançamento de Cacilda Becker Em Cena Aberta. No longa, ele divide a cena com Débora Falabella para contar a trajetória de um dos casais mais potentes da história das artes no Brasil.
Sobre o processo criativo, ele revela a complexidade da missão: "Fazer Walmor Chagas, marido e parceiro da Cacilda até o final da vida foi um desafio tremendo. No âmbito pessoal, o filme passa por Cacilda e Walmor se conhecendo, as crises no casamento e a potência dessa relação entre dois dos maiores artistas daquela época. Mas tudo isso é contado através dos personagens que os dois viveram juntos nos palcos. A vida pessoal e profissional deles se misturou muito, sempre com uma vontade insaciável de excelência. Foram dois dos maiores artistas do nosso país."
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