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'As crianças são seres sem fronteiras': Suzy Lee fala sobre seus livros ilustrados, forma e fantasia

A convite do 'Estadão', Odilon Moraes, ilustrador de mais de 50 livros e três vezes vencedor do Prêmio Jabuti, conversou com a vencedora do prêmio Hans Christian Andersen sobre o ofício que compartilham

12 out 2026 - 05h41
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Resumo
Em visita ao Brasil, a ilustradora sul-coreana Suzy Lee, vencedora do prêmio Hans Christian Andersen, conversou com o autor Odilon Moraes sobre sua obra. Autora de títulos como Onda e Sombra, Lee abordou o diálogo contínuo entre fantasia e infância em suas criações, destacando a busca por um traço espontâneo e livre, originado de um lugar autêntico capaz de transmitir emoções profundas diretamente aos leitores.

Nos livros de Suzy Lee, a fantasia não funciona como um portal que se abre e fecha ao final da história. "Suas portas, de ambos os lados, parecem permanecer abertas num fluxo contínuo de entra e sai", observa Odilon Moraes, premiado escritor e ilustrador brasileiro, nesta conversa com a premiada ilustradora e autora sul-coreana.

Em 'Pássaro Preto', Suzy Lee usa a técnica de litografia para mostrar um dia na vida de uma menina que, após a briga dos pais, encontra conforto na figura do pássaro
Em 'Pássaro Preto', Suzy Lee usa a técnica de litografia para mostrar um dia na vida de uma menina que, após a briga dos pais, encontra conforto na figura do pássaro
Foto: Suzy Lee/Reprodução via Companhia das Letras / Estadão

Responsável por obras como Onda (2008) e Sombra (2010) e agraciada com o prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infantil, Lee esteve no Brasil em setembro para participar de uma série de eventos culturais e discutir o estilo único de seus livros.

A convite do Estadão, Odilon Moraes, ilustrador de mais de 50 livros e três vezes vencedor do Prêmio Jabuti, enviou-lhe perguntas sobre seu trabalho. O resultado é uma conversa franca, interessada e interessante sobre o ofício do ilustrador e sobre a infância como ponto de partida para a criação artística.

Ainda que suas ilustrações mostrem um domínio da figuração, seu traço parece buscar cada vez mais uma liberdade do movimento. Posso dizer que seu desenho caminha em direção à espontaneidade da criança?

Esse é um elogio tão generoso. Muito obrigada. Acredito que, quando um traço vem do lugar mais natural dentro de si, carregando todas as emoções e pensamentos condensados nele, esse sentimento pode ser transmitido ao leitor exatamente como ele é.

Estadão
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