Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Tarso Genro em velório de Galeano: “legado de resistência”

Ex-governador do Rio Grande do Sul aproveitou ocasião de visita oficial ao Parlamento do Uruguai, em Montevidéu, para prestar homenagem a um dos escritores mais importantes da América Latina

14 abr 2015 - 18h11
(atualizado às 18h13)
Compartilhar
Exibir comentários
<p>   </p>
Foto: André Naddeo / Terra

O ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), foi a maior autoridade brasileira presente ao velório do escritor uruguaio Eduardo Galeano, morto na última segunda-feira, vítima de um câncer de pulmão, aos 74 anos. Para Genro, um dos mais importantes escritores da história da literatura latino-americana deixa para uruguaios, brasileiros e todos, "um legado de resistência". 

Siga Terra Diversão no Twitter

"É um sentimento de perda muito grande, mas também de felicidade em saber que vidas podem ser úteis e grandiosas, mesmo nas adversidades. Foi isso que ele representou para todos nós", disse ainda o ex-governador gaúcho, que aproveitou visita oficial ao Parlamento do Uruguai para prestar a homenagem brasileira ao escritor – seu corpo está sendo velado no Palácio Legislativo, sede da Câmara dos Deputados e do Senado, em Montevidéu. 

"Ele deixa também o legado de que a América do Sul não tem saída se ela não estiver junta contra a dominação cultural, e econômica", disse ainda – este que é conceito base do maior best seller de Galeano, As Veias Abertas da América Latina, publicado em 1971. 

<p>Anderson Rodrigues e Thiago Massuia deram o último adeus ao autor</p>
Anderson Rodrigues e Thiago Massuia deram o último adeus ao autor
Foto: André Naddeo / Terra

Milhares de fãs, políticos, como o presidente uruguaio da Frente Ampla, Tabaré Vazquez, e nomes importantes da cultura uruguaia passam pelo Parlamento desde que o velório foi aberto ao público – desde às 14h desta terça-feira (14). Há um ano e três meses vivendo na capital uruguaia, Anderson Rodrigues veio realizar um curso de política e se estabeleceu, trabalhando como atendente de telemarketing e treinador de uma equipe de futebol. 

Ele fez questão de vir ao lado do amigo Thiago Massuia, seu colega brasileiro de trabalho, para dar o seu adeus ao escritor que “sempre foi um militante de esquerda”. “Ele foi muito representativo, uma voz livre contra a desigualdade. Estamos representando o Brasil de alguma forma”, completou Rodrigues.

Massuia tem a opinião parecida ao dizer que Veias Abertas "foi uma obra que nos proporcionou um avanço político enorme. Ele representava a insatisfação uruguaia, que era a nossa insatisfação também. A América Latina se uniu numa luta só". Por volta de 17h, uma missão de corpo presente foi realizada. O enterro está previsto para esta quarta-feira – um filho de Galeano está vindo da França para o cerimonial. 

<p>Caixão do escrito foi coberto pela bandeira do Uruguai</p>
Caixão do escrito foi coberto pela bandeira do Uruguai
Foto: André Naddeo / Terra

<p>Coroa de flores enviada pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner</p>
Coroa de flores enviada pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner
Foto: André Naddeo / Terra

Destaque único na imprensa

Desde a manhã de segunda-feira que a morte de Eduardo Galeano domina o noticiário uruguaio – ele que sempre foi muito amigo do ex-presidente José Mujica (sua visita é esperada no cerimonial) e do atual mandatário, Tabaré Vazquez, ambos da Frente Ampla. Canais de notícia deram mais de metade do tempo para destacar sua morte – com diversos analistas, amigos e parentes dando depoimento.

A TV Ciudad, por exemplo, exibiu em horário obre uma apresentação sola de Galeano em que lia, num teatro lotado, trechos de “Los Hijos de los Días”, obra recente (2012) em que separa histórias dentro de um calendário. Numa dessas leituras, ele cita o médico brasileiro Drauzio Varella.

"Li uma nota do médico brasileiro que dizia que hoje as pessoas gastam mais dinheiro com remédio para impotência sexual e que com cirurgia plástica, do que cuidando do Mal de Alzheimer, por exemplo. Hora, o sujeito vai ficar velho, a senhora com as tetas grandes, e ele vai transar com ela sem saber quem é", leu o trecho, arrancando risos do público.

Nos jornais impressos, todas as capas para a morte do escritor. O El País colocou uma foto de página inteira com a data de nascimento e morte de Eduardo Galeano, o mesmo que fez o El Observador. No periódico La Republica, na legenda da imagem, a mensagem: "um outro mundo é possível".

<p>Jornais noticiaram a morte de Galeano</p>
Jornais noticiaram a morte de Galeano
Foto: André Naddeo / Terra

Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade