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Restos mortais de D'Artagnan, o '4º mosqueteiro', podem ter sido encontrados

Esqueleto estava em igreja em Maastricht, lugar de sua última batalha

25 mar 2026 - 13h46
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Os restos mortais do francês Charles de Batz de Castelmore (1611-1673), que entrou para a história como "D'Artagnan", um dos protagonistas do livro de aventuras "Os Três Mosqueteiros", podem finalmente ter sido encontrados em uma igreja perto de Maastricht, no sul da Holanda.

    A descoberta pode confirmar a teoria da pesquisadora Odile Bordaz, que em 2008 levantou a hipótese de que D'Artagnan poderia ter sido sepultado "às pressas, como era costume em tempos de guerra", na igreja adjacente ao acampamento militar francês de Wolder.

    O militar, que integrava o corpo de elite dos cavaleiros do rei Luís XIV, faleceu em combate em 1673 durante o cerco francês de Maastricht. A principal suspeita é que a causa da morte seja um ferimento causado por uma bala de mosquete.

    No entanto, a sepultura de D'Artagnan não foi registrada nos arquivos da igreja, assim como nunca foi encontrada qualquer evidência de seus restos mortais.

    Tudo mudou em fevereiro, quando o chão da estrutura religiosa rachou, revelando o esqueleto de alguém que possivelmente foi atingido por uma bala de mosquete na altura do peito e uma moeda francesa.

    "O corpo foi encontrado onde antes ficava o altar. Apenas membros da realeza ou pessoas de posição social elevada eram sepultadas ali", afirmou o diácono Jos Valke ao L1Nieuws.

    O DNA extraído dos dentes do esqueleto está em estágio de comparação ao de um descendente da família De Batz.

    D'Artagnan era o braço direito de Luís XIV para espionagem, missões secretas e proteção pessoal. Quando a notícia de sua morte chegou ao rei, este disse a sua esposa, Maria Teresa: "Perdi D'Artagnan, em quem eu confiava cegamente e que era capaz de tudo".

    Figura histórica pouco conhecida, ele só se tornou famoso após a publicação de "Os Três Mosqueteiros", de Alexandre Dumas, em 1844.

    O livro de ficção apresenta D'Artagnan como o quarto mosqueteiro, ao lado de Aramis, Porthos e Athos, e ajudou a imortalizá-lo: em Maastricht, por exemplo, existe uma estátua que o retrata como o símbolo de "coragem e amizade". .

Ansa - Brasil
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