Reino Unido anuncia proibição total de menores de 16 anos às redes sociais
Inspirada na Austrália, medida entrará em vigor em 2027
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (15) que irá implementar uma proibição total das redes sociais para menores de 16 anos. A medida abrangerá plataformas como Snapchat, TikTok, YouTube, Instagram, Facebook e X, mas excluirá serviços de mensagens como o WhatsApp.
Starmer expressou sua disposição em aprovar uma regulamentação específica sobre o tema até o final de dezembro, para que ela entre em vigor no segundo trimestre do próximo ano.
Ele alegou que as redes sociais tornam crianças e adolescentes infelizes, os expõem a conteúdo prejudicial e são projetadas para ser viciantes.
O governo britânico também pretende incluir restrições a menores de 18 anos, como limitar o uso excessivo de redes sociais em smartphones, serviços de jogos online e plataformas de transmissão ao vivo.
O anúncio foi criticado pelos partidos de oposição, especialmente os conservadores, que afirmaram que a decisão foi tomada "tarde demais".
O YouTube foi uma das primeiras grandes plataformas a protestar contra a medida. Segundo um porta-voz, uma proibição generalizada como essa levaria os menores a recorrerem a "serviços menos seguros".
De acordo com Starmer, ele se inspirou na Austrália, o primeiro país do mundo a proibir que menores de 16 anos tenham acesso às redes sociais, medida que tem gerado resultados positivos após sua implementação, no final de 2025.
"Os gigantes das redes sociais operam além das fronteiras nacionais. Ao nos unirmos, podemos fazer mais para responsabilizá-los e garantir a segurança online dos menores", declarou o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, no X, sobre a proposta britânica.
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