MP determina apreensão judicial de hotel símbolo do turismo de luxo na Itália
Grand Hotel de Riccione faliu há anos, mas seguia operando ilegalmente
O Ministério Público de Rimini determinou a apreensão judicial do Grand Hotel, em Riccione, que por anos foi um símbolo do turismo de luxo no litoral da Emilia-Romagna.
As autoridades instauraram uma investigação contra o ex-administrador Gianni Andreatta, apontado como o mentor de toda a operação, assim como a seis pessoas, entre funcionários do estabelecimento e terceiros, por falência fraudulenta.
Na terça-feira (28), agentes do Comando Provincial de Rimini cumpriram uma ordem de apreensão preventiva abrangendo imóveis, ativos financeiros e participações societárias, totalizando 29 milhões de euros.
No momento da apreensão, havia turistas no Grand Hotel.
Grand Hotel de Riccione tem quase 100 anos de históriaOs agentes também vasculharam imóveis nas províncias de Rimini, Milão, Monza-Brianza e Bari.
A empresa gestora do Grand Hotel em Riccione faliu em 2023 e deveria ter entregue o imóvel ao administrador judicial da falência, por meio de seu representante, Andreatta. No entanto, o estabelecimento continuou a operar "por fora", sem registro contábil oficial e com receitas geradas principalmente por meio de pagamentos não declarados.
O hotel deve ir a leilão em 23 de setembro por um valor estimado em 24 milhões de euros.
Inaugurado em 15 de agosto de 1929, o Grand Hotel foi construído em apenas 100 dias com base em um projeto do arquiteto Rutilio Ceccolini e por encomenda do empresário Gaetano Ceschina. Em pouco tempo, tornou-se um símbolo da vida da alta sociedade durante a era fascista.
Andreatta assumiu a gestão do hotel após a morte da viúva de um dos membros da família Ceschina, de quem aproximou-se em seus últimos anos de vida.
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