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Itália respeitará decisão da Bienal de Arte de Veneza sobre participação russa

Mas governo tem opinião contrária, afirmou ministro da Cultura

10 mar 2026 - 15h07
(atualizado às 15h31)
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O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, ressaltou a "força da excelência" do país ao inaugurar o Pavilhão italiano na 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza nesta quarta-feira (10). Ao mesmo tempo, ele afirmou que o governo irá respeitar a decisão da organização do evento em manter a participação russa nesta edição.

Coletiva de imprensa sobre a apresentação do Pavilhão Itália na Bienal de Arte de Veneza
Coletiva de imprensa sobre a apresentação do Pavilhão Itália na Bienal de Arte de Veneza
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"A arte é uma das melhores expressões da identidade plural de um povo: ela é livre quando o governo que lhe permite expressar também o é. A Itália pertence ao mundo livre e tem o prazer de promover qualquer forma de arte, inclusive a arte dissidente", disse Giuli.

O estande da Rússia "será aberto, contrariamente à opinião da administração de Roma, que represento, devido à escolha livre e autônoma da Bienal de Veneza, que somos obrigados a respeitar", explicou o ministro, que exaltou a potencialidade da arte italiana.

"Mais uma vez, a Itália poderá expressar na Bienal, através de seu próprio pavilhão, uma excelência artística de grande força e qualidade", falou Giuli, citando dois nomes nacionais importantes que estarão presentes na 61ª edição: a curadora Cecilia Canziani e a artista emergente Chiara Camoni.

A Bienal de Arte de Veneza 2026 ocorrerá entre 9 de maio e 22 de novembro. 

Ansa - Brasil
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