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Conheça o Koiné, restaurante na Itália comandado por migrantes

Estabelecimento próximo a Roma reúne pratos únicos de culturas diversas

15 jul 2026 - 14h59
(atualizado às 15h25)
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Um restaurante comandado por migrantes, que reúne pratos únicos de culturas diversas, foi inaugurado em Altipiani di Arcinazzo, próximo da província de Roma, na Itália.

Pratos no Koiné são propostos por refugiados em centro de acolhimento
Pratos no Koiné são propostos por refugiados em centro de acolhimento
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A ideia do estabelecimento, chamado de "Koiné Hostaria", foi de Angela Ferri e Marco Macis, diretores do centro de acolhimento Traiano Imperatore. A cozinha ficou a cargo do chef Alessandro Marsili, auxiliado por dois cozinheiros do abrigo, Roger Bangoura Alain e Luciano Celletti.

"Abrir um restaurante dentro de um centro de acolhimento e oferecê-lo ao público representa uma mudança de paradigma", observou Macis, segundo o qual, "a imigração não pode ser encarada apenas como uma emergência a ser gerida, mas também como uma oportunidade de crescimento local e inclusão".

O nome "Koiné" não foi escolhido ao acaso: a palavra vem do grego "koinós", que significa "comum". Na antiguidade, era a "língua comum" entre os povos do Mediterrâneo e do Oriente Médio, explicou Barbara de Simone, professora de língua italiana no abrigo e uma das idealizadoras do projeto.

"Em nosso restaurante, essa língua comum é a harmonia de sabores dos nossos pratos: uma linguagem universal que transcende diferenças e promove a conexão, o diálogo e o compartilhamento", disse ela.

Para Macis, "o trabalho é o ponto de partida" no estabelecimento, já que ele "restaura a dignidade, promove a autonomia e transforma o processo de acolhimento em um caminho concreto para a integração".

"É assim que construímos uma sociedade mais inclusiva", acrescentou.

Já a diretora Ferri reforçou que ao reunir pessoas com origens diversas, que foram perseguidas em seus países, "o restaurante contribui para superar a imagem estereotipada do centro de acolhimento como um lugar fechado ou de conflitos em um espaço de encontros interculturais".

"Somente por meio da compreensão mútua e do compartilhamento de espaços é possível superar preconceitos e a desconfiança, construindo um diálogo autêntico entre a comunidade e os hóspedes do local [centro]", frisou Ferri.

O Koiné Hostaria funciona de sexta-feira a domingo mediante reserva. 

Ansa - Brasil
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