Ánxela Domínguez, professora de Pilates: 'Seus quadris precisam se mover em todas as direções: treine estes quatro padrões de movimento para restaurar a mobilidade deles'
O quadril não é apenas a articulação que nos permite andar, é o centro de quase tudo o que fazemos com o corpo. E quando ele deixa de se mover bem, o envelhecimento se acelera de uma forma que muitos não percebem
Há uma frase de Joseph Pilates, criador do pilates, que é muito repetida em ambientes de treinamento funcional, pilates ou reabilitação esportiva: "Você é tão jovem quanto a mobilidade da sua coluna". Mas o mesmo poderia ser dito sobre o quadril, e talvez com mais razão.
Essa articulação é a dobradiça que conecta a parte superior do corpo à inferior, que absorve o impacto de cada passo, que permite agachar-se, virar-se, cruzar uma perna ou levantar-se de uma cadeira sem se apoiar no braço da cadeira.
Quando começa a perder capacidade de movimento, o corpo começa a compensar: o joelho assume uma carga que não lhe corresponde, a região lombar sofre, a postura deteriora-se.
E tudo isso acontece de forma tão progressiva que a maioria atribui isso simplesmente à idade.
O problema é que o quadril não perde mobilidade apenas porque o tempo passa. Ele a perde, acima de tudo, porque deixamos de usá-lo em toda a sua amplitude.
Passamos horas sentados na mesma posição, caminhamos sempre em linha reta, fazemos sempre os mesmos movimentos.
E a articulação, que foi projetada para girar, estender-se, flexionar-se e abrir-se em múltiplos planos, acaba funcionando em uma amplitude cada vez mais restrita.
Recuperar essa mobilidade é uma das melhores coisas que podemos fazer para manter a autonomia física com o passar dos anos e evitar problemas como quedas e fraturas de quadril.
Ánxela Domínguez, instrutora de Pilates, tem muito clara qual é a solução: trabalhar os quatro padrões fundamentais de...
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