Ana Maria Braga revela aborto e defende: "A decisão deve ser da mulher"
Apresentadora abordou o tema em entrevista à revista Veja, onde também comentou sobre feminismo, influenciadores e sua carreira
Em entrevista à Veja, Ana Maria Braga revelou ter feito um aborto no passado por dificuldades financeiras e defendeu a legalização, afirmando que a decisão cabe à mulher, apesar de não se dizer feminista. Aos 77 anos, a apresentadora também criticou influenciadores superficiais na TV, relembrou sua saída conturbada da Record, o luto contínuo por Tom Veiga e suas cinco lutas contra o câncer, garantindo que não pensa na morte e planeja continuar trabalhando ativamente sem previsão de se aposentar.
A apresentadora Ana Maria Braga, de 77 anos, revelou ter realizado um aborto no passado e defendeu a autonomia feminina na decisão sobre a interrupção da gravidez. A declaração foi feita em entrevista para as Páginas Amarelas da revista Veja, publicada na última sexta-feira (16).
Ao abordar o tema, Ana Maria descreveu a experiência como "péssima" e "não recomendável". Ela explicou que enfrentava dificuldades financeiras à época e sentia que não havia outra alternativa.
"Nunca falei disso, mas, sim, fiz e foi péssimo. Não recomendo. Embora não fosse muito nova, naquele momento da vida ainda nem conseguia me sustentar direito e achava que não tinha outro caminho. Não guardo culpa."
A apresentadora defendeu a legalização do aborto, afirmando que a decisão deve pertencer exclusivamente à mulher.
"A decisão deve sempre ser da mulher. Ela é quem sabe do próprio corpo. Sou defensora da liberdade individual. É a mulher, com a consciência dela, que deve decidir o que fazer com o ser que está gerando."
Na mesma entrevista, Ana Maria Braga afirmou não se considerar feminista, preferindo se descrever como "feminina".
Ao ser questionada se sua postura diminuiria a luta histórica das mulheres, a apresentadora respondeu:
"Não. Só não sou de levantar bandeira e sair por aí gritando. Prefiro trabalhar mais para mudar o cenário."
Ainda na conversa, Ana Maria Braga criticou o conteúdo de influenciadores digitais na televisão, sem citar nomes. Ela classificou algumas produções como superficiais, afirmando:
"É um povinho que está interessado em besteirol, e isso fica repetitivo, cansa. Acredito que os piores acabarão desaparecendo pela total irrelevância."
A apresentadora também recordou sua saída da Record em 1999, afirmando não se arrepender da discussão. O episódio ocorreu quando foi cobrar um salário atrasado, e um bispo reagiu à reivindicação.
"Não fui lá para xingar nem maltratar ninguém. Mas teve a reação inesperada de um bispo, que estava nervoso naquele dia e começou a discutir comigo."
Apesar de ter enfrentado o câncer cinco vezes, Ana Maria Braga revelou não costumar pensar na morte. Ela também explicou por que recusou convites para escrever sobre a doença, considerando a experiência particular e não desejando se colocar como exemplo.
"Sei que tenho mais tempo de vida para trás do que para frente, mas vou viver até os 110. Essa é a minha meta."
A morte de Tom Veiga, intérprete do personagem Louro José, em 2020, ainda é um assunto doloroso para a apresentadora. Ela descreveu a perda como uma das maiores de sua vida, afirmando:
"Era um irmão, filho, parceiro, amigo. Foi uma das maiores perdas da minha vida. Até hoje não consigo falar dele."
Aposentada, mas ativa, a apresentadora do Mais Você não tem planos de parar de trabalhar. Ela ressaltou que não se imagina longe da rotina profissional, dizendo: "Não sirvo para ficar em casa, enlouqueço todo mundo. "
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