Adeus bancos e montadoras: bets acumulam 60% dos maiores patrocínios do Brasileirão 2026
NOVO IMPÉRIO?
O anúncio da Sportingbet como nova patrocinadora do Vasco da Gama, neste fim de semana, marcou um número simbólico para o futebol brasileiro.
Com esse acordo, o total de clubes da Série A que hoje carregam uma casa de apostas no peito da camisa chegou a 12, o que representa 60% das 20 equipes da primeira divisão nacional.
Um espaço que já pertenceu a outros setores
Quem acompanha o Brasileirão há mais tempo sabe que esse espaço nobre do uniforme nem sempre foi das bets.
Refrigerantes dominaram boa parte dos anos 1990, e bancos e estatais tiveram seu momento de força em ciclos posteriores.
O que chama atenção agora é a velocidade com que as apostas esportivas tomaram esse mercado, superando em poucos anos setores que levaram décadas para construir presença parecida no futebol nacional.
Cada clube, um contrato diferente
Olhando caso a caso, os valores variam bastante. O Flamengo concentra o maior contrato individual da atualidade, algo em torno de R$ 268 milhões anuais pagos pela Betano.
Além de estampar a camisa rubro-negra, a mesma empresa colocou seu nome na Série A do Campeonato Brasileiro, batizando oficialmente a competição.
Do outro lado da tabela, a Superbet assumiu o papel equivalente na Série B, dando nome à segunda divisão nacional, enquanto a Sportingbet, recém-chegada ao Vasco, também mantém acordo de patrocínio com a Conmebol Libertadores.
Times que fogem da regra
O RB Bragantino segue estampando a Red Bull, ligada diretamente ao grupo que controla o clube.
Já o Mirassol optou por manter a Guaraná Poty na parte frontal do uniforme. Os dois times se tornaram uma exceção dentro de um cenário amplamente dominado pelas apostas esportivas na Série A.
Um fenômeno maior do que o futebol de clubes
O peso das bets na publicidade esportiva vai além dos contratos de camisa.
Um levantamento recente sobre os maiores anunciantes do país mostrou que empresas do setor de apostas já representam uma fatia relevante entre as 300 maiores marcas anunciantes do Brasil, somando juntas um volume bilionário em compra de mídia, com destaque para quatro empresas que apareceram nessa lista pela primeira vez.
O fenômeno também marcou presença forte durante a cobertura da Copa do Mundo de 2026.
Levantamentos feitos a partir dos patrocinadores anunciados pelos principais canais que exibiram o torneio no Brasil identificaram participação expressiva de casas de apostas nas transmissões.
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