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A psicologia afirma: quando as pessoas com mais de 70 anos começam a dar coisas de presente (louças, ferramentas, anéis), não estão se livrando de objetos desnecessários; chegaram a uma fase em que distribuir testemunhos de uma vida é mais importante do que guardá-los

Estudo revela que as pessoas sabem que não precisam da maioria de seus pertences. Porém, o apego emocional é um obstáculo para desapegar de tais objetos

16 set 2026 - 16h23
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Resumo
Segundo a psicologia, idosos com mais de 70 anos que presenteiam familiares com seus pertences não buscam apenas abrir espaço ou descartar itens, mas sim repassar memórias e registros vitais de suas trajetórias. Pesquisadores chamam isso de "comboio material": objetos acumulados ao longo da vida que representam papéis e relações afetivas. Ao doá-los, essas pessoas preferem decidir ativamente o destino desses fragmentos de sua história, tornando a partilha desses testemunhos mais importante que a posse.
A psicologia afirma: quando as pessoas com mais de 70 anos começam a dar coisas de presente (louças, ferramentas, anéis), não estão se livrando de objetos desnecessários; chegaram a uma fase em que distribuir testemunhos de uma vida é mais importante do que guardá-los.
A psicologia afirma: quando as pessoas com mais de 70 anos começam a dar coisas de presente (louças, ferramentas, anéis), não estão se livrando de objetos desnecessários; chegaram a uma fase em que distribuir testemunhos de uma vida é mais importante do que guardá-los.
Foto: Made in Google IA / Purepeople

Foi só a minha avó chegar aos 74 anos que ela passou a se desfazer de várias coisas que eram dela. O meu irmão ficou com uma coleção de discos e para minha irmã deu um jogo de chá de porcelana que era usado todos os domingos quando a família se reunia.

Já a minha mãe ganhou um quadro que enfeitava o corredor e para mim, uma corrente de ouro com medalhão que ela nunca tirava. Minha avó apenas disse que estava se "desapegando" e eu nem perguntei nada.

Ato de desapego para a psicologia

Só que esse tal do medalhão acabou me fazendo refletir. O que levou minha avó a se desfazer de uma coisa tão pessoal e que usava diariamente? Uma hipótese era ter mais espaço em casa. A outra: ela queria decidir o futuro desses fragmentos da sua vida.

Acontece que para a psicologia, esse tipo de comportamento representa muito mais do que simplesmente uma limpeza. E um estudo de sociólogo da Universidade do Kansas se virou para os idosos e passou a analisar como é a relação deles com os próprios pertences, surgindo a expressão "comboio material".

O termo nada mais é do que aquele grupo de objetos que nós guardamos com o tempo e que vai crescendo através das funções que desempenhamos. E reduzindo de quantidade a medida que esses papéis se transformam. Não podemos, assim, os classificar de "coisas", pois é um registro vital e cada um desses pertences conversa com uma época ou relacionamento que temos.

Por que é difícil desapegar de objetos?

Vamos pensar pegando os itens que mencionei. Os discos remetiam às ...

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