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'A Casa do Dragão': Entenda o final da 3ª temporada do derivado de 'Game of Thrones'

O oitavo e último episódio do novo ano da série chegou ao catálogo da HBO Max no último domingo, 9

10 ago 2026 - 16h34
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O oitavo episódio da terceira temporada de A Casa do Dragão apresentou um encerramento de ciclo repleto de mortes trágicas, batalhas sangrentas e novas amaças em Westeros. Enquanto a facção Negra mantinha o controle de Porto Real, os Verdes seguiam representando uma ameaça constante, principalmente por meio de Ormund Hightower, cuja oposição finalmente chega ao ápice na Batalha de Tumbleton, deixando marcas que vão pesar sobre o reinado da rainha no ano seguinte da série. Como já é tradição no universo de Game of Thrones, o final conturbado e polêmico entre fãs pode gerar algumas dúvidas. Entenda as resoluções das principais tramas dessa temporada:

Terceira temporada de 'A Casa do Dragão' (Divulgação)
Terceira temporada de 'A Casa do Dragão' (Divulgação)
Foto: Rolling Stone Brasil

A Batalha de Tumbleton

O confronto final não saiu como nenhum dos dois lados esperava, e fica difícil dizer que alguém realmente venceu a luta mais esperada por fãs dos livros de George R. R. Martin. Daemon Targaryen mostrou contenção, usando Caraxes apenas para incendiar o portão da cidade, mas Tumbleton e boa parte de sua população acabaram queimando de qualquer forma. Ormund Hightower morreu, porém a devastação causada por Ulf White e seu dragão vai pesar terrivelmente contra a imagem da rainha.

As forças de Ormund estavam em grande desvantagem numérica, e ele apostava que trazer Ulf White para seu lado mudaria os rumos da guerra, já que o plano era que o cavaleiro de dragão se voltasse contra o exército Negro durante o combate. Isso até aconteceu, mas só bem depois do início da batalha. Foi a fúria de Ormund, ao encontrar Ulf bêbado e desacordado num banheiro, que acabou empurrando o dragoneiro a incendiar os Verdes também. No fim das contas, Ulf dizimou os dois exércitos e a cidade inteira ao mesmo tempo. Se o objetivo dos Negros era afastar Ormund e o príncipe Daeron do poder, a missão tecnicamente deu certo, mas à custa de incontáveis vidas inocentes consumidas pelas chamas. Rhaenyra havia pedido a Daemon que não a fizesse parecer um monstro perante o reino, e Ulf jogou esse pedido pela janela.

A série se distancia um pouco dos livros de Game of Thrones no andamento da Batalha, embora o resultado final seja parecido. No material original, existem duas Batalhas de Tumbleton separadas por poucos dias. Na primeira, os Verdes vencem graças às traições de Ulf White e Hugh Hammer. Na segunda, Ulf simplesmente não participa da luta por estar bêbado demais, o que permite que as forças de Rhaenyra saiam vitoriosas. A adaptação condensou os dois episódios em um só, dobrando a proporção da tragédia. Vale notar que, diferente do livro, Hugh Hammer não chega a trair a rainha na série, apenas ignorando as ordens de permanecer em Porto Real e voando para defender a própria esposa em Tumbleton.

A fuga de Helaena

Mesmo com a batalha em curso, o momento mais doloroso do episódio final talvez seja outro. Ao se apresentar para ser sagrada pelo Septão Supremo no Septo de Baelor, Rhaenyra é recusada pelo religioso e responde declarando-o traidor, mandando executá-lo ali mesmo. Ao retornar à Fortaleza Vermelha, a rainha descobre que Helaena havia tirado a própria vida. Quem já conhece os livros sabia que esse desfecho estava por vir, porém a cena foi cotada por fãs como a mais dolorosa da temporada mesmo assim. Helaena sempre foi a personagem mais gentil e merecedora de felicidade em toda a trama, e ainda assim, como filha do rei Viserys, jamais teve esse destino como algo provável. Ela conheceu a tragédia de perto antes, mas seguiu se agarrando à esperança, chegando a acreditar que ela e a filha poderiam finalmente deixar Porto Real. Ao perceber que essa saída nunca existiu de verdade, escolheu outro tipo de fuga.

No episódio 8, Rhaenyra dispensa Mysaria, e é a própria Mestra dos Sussurros quem avisa Helaena sobre o que estava por vir. A rainha jamais a deixaria partir, e enquanto Aegon e Sunfyre seguissem vivos, o filho ainda não nascido de Helaena continuaria sendo uma espécie de refém. Diante disso, ela conclui que só existe uma forma de proteger a si mesma e à criança de serem usadas contra sua própria família. Helaena Targaryen se joga da janela da própria torre, caindo sobre os espinhos logo abaixo.

O preço da perda de Helaena

Sua morte representa um golpe e tanto contra os planos de Rhaenyra, que tinha bons motivos para manter a cunhada bem cuidada. Um herdeiro seria extremamente valioso para Aegon, então controlar essa criança dava à rainha uma vantagem considerável. Helaena também era cavaleira de dragão, e mesmo recusando-se a voar, reforçava o número de forças ao lado de Rhaenyra. Havia ainda seus sonhos proféticos, que a rainha esperava usar para guiar as próprias decisões. Agora, nada disso resta.

As repercussões dessa morte devem se espalhar rapidamente entre o povo de Porto Real e por todo o Westeros. A gentil esposa de Aegon era amada pela população, e sua perda não deve ser bem recebida. Nos livros, rumores de que Rhaenyra teria mandado matar a própria cunhada ganham força, virando o povo ainda mais contra a soberana. Esse destino trágico, somado ao desfecho sangrento de Tumbleton, torna quase impossível imaginar um reinado pacífico daqui para frente.

O que esperar da 4ª temporada

Com Tumbleton reduzida a cinzas, o Septão Supremo morto e o corpo de Helaena empalado nos espinhos da Fortaleza Vermelha, Rhaenyra estará muito ocupada nos próximos episódios. Ainda no final da terceira temporada, ela anuncia ao povo que é o Príncipe Prometido, a salvadora do reino diante de uma ameaça vinda do Norte. Diante de tanta tragédia recente, porém, esse discurso dificilmente vai convencer alguém, e Rhaenyra Targaryen se tornou uma tirana.

O episódio também deixa Aegon Targaryen pronto para retomar o trono que considera seu por direito. Ele e o irmão recém-recuperado, Aemond Targaryen, se preparam para seguir rumo a Tumbleton, com a intenção de colocar Ormund e Daeron sob controle. Ao encontrarem a cidade destruída, os dois precisarão decidir os próximos passos. Eventualmente, Aegon seguirá para Porto Real, enquanto Aemond encontrará seu destino predestinado em Harrenhal, numa batalha direta contra o príncipe Daemon. Com Helaena morta e Rhaenyra mergulhada na tirania, o povo de Porto Real deve se levantar contra a própria rainha, ao mesmo tempo em que recebe de volta o usurpador e seu dragão dourado.

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