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Filme: Quando o Amor Acontece, de Forest Whitaker.

 

Leia mais:
* Sobre o papel do crítico
* Sobre finais felizes
* Sobre tudo que já foi dito (mas o Johnny pega mais pesado)

Sobre o filme "Quando o amor acontece"

De: Luiz Tinoco
Fui ver o tal filme já sabendo de antemão que era um côco encimado com chantily e cereja. Fazer o que? Sou apaixonado por Sandra Bullock. O problema é que ela só empresta sua beleza para porcarias. É duro ser um joguete nas mãos dela. Você tem que assistir ônibus descacetados e transatlânticos adernando sob o peso de canastrões. Tenho uma vaga esperança que um dia Woddy Allen, que de vez em quando gosta de incluir atores pouco típicos em seus filmes, a convide para trabalhar com ele. Sandrinha, não me maltrate... Sai dessa lama, Sandrinha...

De: Gerbase
Você tem toda razão, Luiz. A esperança é a última que morre. E, no cinema, às vezes não morre mesmo. Ouve a gente, Sandrinha.

De: Daniela Moraes
Sinceramente, ainda bem que as pessoas tem opiniões diferentes. É isso que faz a vida mais divertida e uma excelente forma de se aprender com os outros. Eu, particularmente, gostei do filme. É um pouco "pesado" demais, mas acho que ainda deixa uma "boa" mensagem para as pessoas. Só mais uma coisinha: porque caracterizas a "filha meio feinha", ressaltando o fato que ela usa óculos? Acho que isso é puro preconceito.

De: Gerbase
Eu não soube me expressar direito. Ou fui telegráfico demais. Na verdade, eu queria dizer que a atriz usava óculos para ficar meio "feinha" (é um signo, quer queiramos ou não) e assim construir melhor o personagem de criança sensível e problemática.

De: José Ricardo de M. Seabra Pinto
Ganhei ingressos para ver o tal filme de Sandrinha Bullock e joguei-os na privada. Imagina desperdiçar meu tempo vendo uma bobagem country com Harry Connick Jr (que nada mais é que o Fábio Jr. deles) dirigido pelo tal Whitaker. Só discordo de uma coisa na critica (...) Forest Whitaker nunca foi um ator bom. Considero-o um lambe bunda dos piores de Hollywood. É feio, gordo e provavelmente medroso. De modo que não se arrisca a fazer filmes ousados, como o seu ótimo colega Spike Lee. Este tipo de filme nem deveria chegar às nossas telas. Deveria ir direto para as prateleiras das locadoras onde num domingo chuvoso a gente pega num pacote de leve 6 e pague 3. Agora fica uma pergunta: por que o crítico Carlos Gerbase fez a crítica desta bobagem e não optou pelo excelente "Carne Trêmula", de Almodóvar, um filme que deixa os cinéfilos babando de gozo e muita margem para criticas melhores ainda?

De: Gerbase
Mantenho minha opinião sobre Whitaker: é um grande ator. Melhor ator que Spike Lee. Já como diretor, e tendo apenas esse filme como amostra, perde de mil a zero para Lee. Espero ver "Carne trêmula" em breve, porque gostei muito de "Ata-me" e "Mulheres à beira de um ataque de nervos".

De: Rogério de Moraes Bohn
Achei que o filme "Quando o amor acontece" é bastante sensível, aliás uma característica que o Forest Whitaker transparece inteiramente. Tem diversas cenas que tocam em pontos que muitas vezes nos fazem pensar e questionar. Uma delas, a cena em que a avó conversa com a neta sobre a vida da filha, Sandra Bullock, enquanto ela escuta, ao pé da porta. Uma reconciliação, de certa forma, que nos mostra que o momento de agir, de procurar, de fazer as coisas é agora, e não amanhã, pois o amanhã pode tornar impossível qualquer outra ação. No filme, a mãe de Sandra morre, logo após o abraço entre as duas. Somente por esta cena, somente por esta reflexão que o filme nos traz, já valeria o ingresso. Uma vez já te disse isso, me referindo à crítica ao Deep Impact. A voz do publico é a mais importante, e o público gostou. E não poderia ser diferente.

De: Gerbase
Não discuto a sensibilidade do diretor e suas boas intenções. Discuto o que ele conseguiu colocar na tela. Não gosto de cenas em que um personagem ouve os outros atrás da porta. Parece novela da Globo. Quanto à reflexão: ela não seria mais profunda se a mãe morresse sem qualquer reconciliação, e só então a filha percebesse que perdeu o momento certo de agir? A voz do público é a mais importante, não há dúvida, mas ela não é a única voz. Aliás, público normalmente não tem voz alguma (aqui no ZAZ, temos pelo menos um murmúrio). Público, para os produtores, é sinônimo de bilheteria. E eu me recuso (perdoem-me os neo-liberais) a ver o cinema como uma simples máquina globalizada de fazer dinheiro.

De: Pri
Eu acho o Forest Whitaker lindo, acredita??? Num fala que ele é feio como o diabo não, tá? Sabe o que eu adoro nele? A boca!!! É isso aí... A boca!!!!! Acho que tô influenciada desde Bird ;) Beijo, até...

De: Gerbase
Num falo mais. Beijo. Na boca.

Quando o Amor Acontece (Hope Floats, EUA, 1998). De Forest Whitaker. Com Sandra Bullock, Harry Connick Jr., Gena Rowlands, Mae Whitman e outros.

Dê sua opinião ou cale-se para sempre

Carlos Gerbase é jornalista e trabalha na área audiovisual, como roteirista e diretor. Já escreveu duas novelas para o ZAZ (A gente ainda nem começou e Fausto) e atualmente prepara o seu terceiro longa-metragem para cinema, chamado "Tolerância".

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