Veja quantos hambúrgueres você pode comer sem destruir a Terra
Relatório climático do State of Climate Action do World Resource Institute (WRI) apontou medidas para preservar planeta
É possível continuar comendo hambúrgueres e manter o planeta saudável, de acordo com o novo relatório State of Climate Action do World Resource Institute (WRI). Mas deve-se reduzir o consumo: dois sanduíches de tamanho normal por semana são o limite. Essa é a quantidade máxima de carne consumida que não chega a afetar o ambiente.
No relatório, pesquisadores analisaram exatamente quanto progresso foi feito na preservação climática: infelizmente, os prognósticos foram muito ruins e tivemos pouquíssimo progresso em 40 indicadores climáticos diferentes, do transporte de energias renováveis até o consumo de carne.
O documento orienta que os humanos terão que tomar medidas radicais em pouco tempo se quiserem evitar as piores catástrofes climáticas. Entre as “missões” mais difíceis estão a necessidade de eliminar o carvão seis vezes mais rápido do que se faz hoje e expandir o transporte público para taxas seis vezes mais rápidas.
Taxas de desmatamento precisam cair drasticamente e é preciso tomar bastante cuidado com o aumento rápido do uso de combustíveis fósseis. “O mundo viu a devastação causada por apenas 1,1ºC de [aumento do] aquecimento global”, disse Ani Dasgupta, chefe executiva do Instituto de Recursos Mundiais, ao jornal The Guardian. “Cada fração de grau importa na luta para proteger as pessoas e o planeta”.
Mas o que o clima tem a ver com o consumo de carnes?
Segundo o relatório, o consumo de carne está associado a emissões agrícolas, fenômeno em alta desde o início da industrialização e principal motivo de preocupação do setor.
A produção de carne e laticínios gera pelo menos 60% das emissões de gases de efeito estufa causadas pelo homem. Além disso, a carne bovina é a principal causa de desmatamento na Amazônia, que é a maior floresta tropical do mundo.
A indústria de carne de boi também é a principal causa de emissões de metano, que é 86 vezes mais potente no aquecimento da atmosfera do que o próprio CO2.