US$ 65 bilhões: após descontrole, eletrificação enfrenta retorno difícil e custoso à realidade
Em um ano, indústria automotiva global registrou pelo menos US$ 65 bilhões em encargos e baixas contábeis relacionados a programas de eletrificação. Stellantis, Ford, Volkswagen, Volvo, Honda e General Motors revisaram ambições. Desaceleração econômica nos EUA pode ter servido como gatilho, mas fenômeno vai muito além de um único mercado. Mais do que um "colapso", trata-se de uma brutal recalibração de uma transição iniciada a passos largos
Segundo o Financial Times, as revisões estratégicas realizadas em 2025 geraram pelo menos US$ 65 bilhões em perdas acumuladas. Estamos falando daquelas diretamente ligadas à transição para veículos elétricos pelas montadoras no ano passado. Somas colossais que afetam muitos grupos, como a Stellantis.
A multinacional euro-americana anunciou US$ 26 bilhões em encargos excepcionais relacionados ao abandono de certos programas de eletrificação e à reintrodução de motores a combustão ou híbridos em diversos mercados. A Ford, por sua vez, registrou US$ 19,5 bilhões em baixas contábeis após a revisão de seu projeto de picape elétrica. Volkswagen, Volvo, Polestar e Honda também ajustaram seus investimentos.
Mas, na realidade, esses valores não devem ser interpretados como uma rejeição tecnológica do carro elétrico, e sim como um reflexo dos investimentos feitos com base na premissa de um crescimento rápido e homogêneo do mercado mundial. Só que, na verdade, esse crescimento não se concretizou.
Transição em várias velocidades
A desaceleração americana, ...
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