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Um ataque, um suposto chip e muitas perguntas: como a Palantir entrou no centro de uma disputa entre Rússia, Ucrânia e EUA

Ao transferir destroços de drones aos EUA e insinuar vínculos tecnológicos com o país, Moscou amplia o episódio além do campo militar e o transforma em um movimento político

23 jan 2026 - 17h43
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Foto: Xataka

Na noite do dia 29 de dezembro de 2025, inúmeros drones cruzaram o espaço aéreo russo em direção à região de Novgorod. Segundo Moscou, o alvo final seria a residência oficial do presidente Vladimir Putin, em Valdái. No entanto, nenhum drone atingiu o complexo, não houve vítimas e todos teriam sido abatidos pelas defesas russas.

Dias depois, o Ministério da Defesa russo anunciou no Telegram ter recuperado controladores de navegação "tecnicamente funcionais" dos drones e afirmou que a análise desses componentes indicaria, de forma inequívoca, que o destino programado era a residência presidencial. Mas, de forma inesperada, Moscou decidiu entregar parte desse material diretamente aos Estados Unidos.

O movimento inusitado levantou suspeitas, alimentou desconfianças diplomáticas e deslocou o foco do episódio para a tecnologia envolvida no ataque e para a origem dos sistemas usados nos drones. Afinal, quem, de fato, está por trás dela? Nesse sentido, o nome da Palantir, empresa americana de software e análise de dados, passou a ser citado, embora não haja até o momento qualquer prova pública de que seus sistemas estejam embarcados nos drones mencionados pela Rússia.

Após suposto ataque à residência de Putin, Rússia entrega restos de drones aos Estados Unidos

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, o ataque da noite de 29 de dezembro teria envolvido 91 drones, lançados de diferentes pontos e atravessando algumas regiões antes de seguirem em direção a Valdái, onde fica a casa ...

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