Ucrânia se transformou em matadouro de animais: soldados russos aparecem com cavalos e drones os explodem
Exércitos passaram de prometer guerra mecanizada de alta intensidade a depender de soluções para conflitos anteriores à Primeira Guerra Mundial
A guerra na Ucrânia, apresentada durante meses como o grande laboratório de combate do século XXI, dominado por drones, sensores e guerra eletrônica, está entrando numa fase profundamente contraditória, na qual tecnologias do século passado e táticas do século XIX estão ressurgindo, não por escolha doutrinária, mas por exaustão material.
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A guerra que olha para trás
A Ucrânia entrou numa fase em que a narrativa da inovação permanente começa a ruir, porque, ao lado de drones e guerra eletrônica, tecnologias e práticas antes consideradas obsoletas estão a reaparecer de forma cada vez mais visível, não como excentricidades isoladas, mas como soluções estruturais para um conflito que se tornou um teste de resistência industrial e logística.
O campo de batalha já não avança ao ritmo da tecnologia disponível, mas ao ritmo dos recursos ainda em stock, o que obriga os exércitos a resgatar armas, doutrinas e métodos de outras épocas, adaptando-os a um ambiente radicalmente diferente.
Minas soviéticas
A mina antitanque soviética TM-62 tornou-se um dos melhores exemplos desta regressão funcional, não por ser particularmente sofisticada, mas por combinar três virtudes essenciais numa guerra de desgaste: poder, simplicidade e abundância.
Projetada para destruir veículos blindados a partir do subsolo, hoje ela também é usada como carga de demolição improvisada e como munição aérea lançada por drones, aproveitando sua enorme carga explosiva para compensar...
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