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Phishing as a Service: o cibercrime se 'profissionalizou'

Esse serviço que está em ascensão e ganhou forma na Dark Web, atingindo a surface web e serviços de mensagens como o Telegram

16 out 2023 - 06h10
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Foto: Adobe Stock 

Na era digital, o cibercrime se diversificou e se profissionalizou. Com a evolução tecnológica, as técnicas de ciberataque tornaram-se ainda mais sofisticadas. Nos últimos anos, a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, observou o surgimento de um serviço clandestino que preocupa especialistas em segurança cibernética: o Phishing as a Service (PaaS). Esse fenômeno, que cresceu na Dark Web e, surpreendentemente, também na surface web (a internet convencional), está se tornando uma ameaça crescente.

O phishing é uma técnica que busca enganar usuários para que revelem informações confidenciais, como senhas ou dados de cartão de crédito. Embora esse método exista há décadas, sua comercialização como serviço é relativamente nova.

Por meio do Phishing as a Service, até mesmo atores com habilidades técnicas limitadas podem lançar ataques de phishing. Por uma taxa, os provedores oferecem tudo o que você precisa: de sites falsificados a campanhas de e-mail em massa e técnicas de evasão de detecção.

A Dark Web, uma parte oculta da internet que não é indexada pelos mecanismos de busca convencionais e é acessível por meio de navegadores específicos, como o Tor. De acordo com a ESET, há muito tempo é um mercado negro para todos os tipos de atividades ilegais, e é aí que o PaaS encontrou terreno fértil.

Por menos de US$ 100, pode-se comprar acesso a uma plataforma PaaS com modelos atualizados de sites populares, garantindo que a aparência seja a mais realista possível. Além disso, alguns serviços chegam a oferecer garantias de "satisfação", prometendo um certo número de "vítimas" bem-sucedidas.

Exemplo de site falso fingindo ser a loja oficial da marca de roupas
Exemplo de site falso fingindo ser a loja oficial da marca de roupas
Foto: Reprodução

O que é ainda mais alarmante para a ESET é a migração desses serviços para a surface web. Sob o disfarce de testes de segurança ou treinamento antiphishing, alguns sites convencionais oferecem ferramentas e serviços que podem ser usados para atividades maliciosas. 

Esses serviços, operando em uma área cinzenta, tornam ainda mais difícil para as autoridades rastrear e fechar esses sites, assim como vem acontecendo há algum tempo com sistemas de mensagens como o Telegram, que são escolhidos por cibercriminosos.

"A proliferação do PaaS mostra que a demanda por técnicas de phishing está aumentando e há mais de uma década é a técnica preferida dos invasores para implantar seus ataques, nessa linha é crucial que as organizações e indivíduos estejam informados e tomem medidas proativas para se proteger", diz Mario Micucci, Pesquisador de Segurança Computacional da ESET na América Latina.

Segundo a ESET, a educação é a primeira linha de defesa. Reconhecer sinais de phishing e saber como agir pode ser a diferença entre se manter seguro e se tornar uma vítima.

"Nesta era digital, onde as ameaças estão em constante evolução, é essencial ficar um passo à frente dos cibercriminosos. A luta contra o PaaS depende não só da tecnologia, mas também da conscientização e educação", conclui Micucci.

(*) HOMEWORK inspira transformação no mundo do trabalho, nos negócios, na sociedade. É criação da Compasso, agência de conteúdo e conexão. 

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