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Samsung responde à polêmica sobre privacidade em suas TVs e explica como usa o recurso ACR

Um pesquisador analisou sua TV Samsung e descobriu um aparente escândalo de privacidade

28 out 2026 - 12h11
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Resumo
Um especialista em cibersegurança revelou um invasivo sistema de rastreamento no sistema Tizen, da Samsung, após desconfiar de anúncios hiperpersonalizados em sua smart TV. A análise expôs recursos para capturar imagens da tela, monitorar atividades em apps via IA e identificar sons do ambiente, como choro de bebês e latidos. O software também buscava microfones em aparelhos Bluetooth próximos para fins publicitários, intensificando o debate sobre privacidade e coleta de dados nesses dispositivos.
Recurso ACR nas TVs Samsung
Recurso ACR nas TVs Samsung
Foto: Xataka com Magnific / Xataka

As plataformas de smart TVs estão sob escrutínio por coletarem dados para criar perfis publicitários. Recentemente, descobrimos que as TVs da LG iam além da simples detecção do conteúdo exibido e também podiam examinar a rede local em busca de dispositivos. No último fim de semana, viralizou a história de um especialista em cibersegurança que analisou o software de sua TV Samsung e encontrou um sistema de rastreamento de arrepiar. A Samsung respondeu à polêmica.

O usuário log4j conta em seu perfil no X que tudo começou porque sua TV Samsung de 2025 estava exibindo anúncios suspeitosamente personalizados. Por isso, decidiu investigar e analisou a plataforma Tizen por meio de engenharia reversa. O firmware estava criptografado e ele não conseguiu examiná-lo diretamente, mas acabou obtendo acesso de administrador ao sistema e começou a investigar o que acontecia dentro do televisor.

Ao analisar o código, o pesquisador encontrou referências à captura de imagens da tela, à análise e classificação de sons — especificamente latidos de cães e choro de bebês — e a dados sobre a duração das sessões da câmera. Também descobriu um sistema de IA adaptado a cada região, que seria capaz de analisar a atividade em aplicativos como o YouTube para fins publicitários.

Talvez a descoberta que mais acendeu o alerta tenha sido a presença, no software, de mecanismos para detectar microfones em dispositivos próximos, como barras de som e outros aparelhos Bluetooth. Segundo a interpretação do ...

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