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Rússia não se rende mais aos soldados ucranianos, mas às máquinas: regras da guerra estão sendo redefinidas

Robôs já representam parte essencial da logística e estão começando a substituir infantaria em tarefas-chave

24 abr 2026 - 08h42
(atualizado às 09h41)
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Foto: Xataka

Em 2007, num campo de treinamento militar sul-africano, um canhão antiaéreo automático Oerlikon GDF-005 apresentou defeito durante um exercício e abriu fogo sem intervenção humana, causando várias baixas antes de ser contido. Esse incidente, investigado por anos, é frequentemente lembrado por ter fornecido uma lição perturbadora sobre o que pode acontecer quando máquinas começam a operar em ambientes de combate.

Esse cenário já está se desenrolando na Ucrânia.

A primeira posição conquistada sem humanos

Nas palavras do próprio presidente ucraniano, a guerra no país ultrapassou um limite sem precedentes: pela primeira vez na história, uma posição russa foi tomada sem a intervenção direta de soldados, exclusivamente por meio de drones aéreos e robôs terrestres.

A operação, que terminou com a rendição das tropas russas, não resultou em baixas do lado ucraniano e marcou um feito que, até recentemente, pertencia mais à ficção científica do que à realidade militar. Nomes como TerMIT, Ratel, Ardal, Lynx e Volya aparecem aqui — "soldados" que não são mais protótipos, mas sim protagonistas de uma nova forma de combate em que máquinas executam missões completas.

O evento

A declaração de Zelensky não foi verificada de forma independente, mas foi acompanhada por um vídeo promocional no qual ele descreveu como os robôs militares ucranianos completaram mais de 22 mil missões nos últimos três meses.

O Ministério da Defesa da Ucrânia também relatou recentemente um aumento de três vezes nas missões ...

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