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Quando o filme "300" arrecadou milhões, Irã respondeu com uma queixa à UNESCO: e eles tinham mais razão do que você imagina

Governo iraniano reclamou que persas são sempre vítimas do mesmo estereótipo: o de vilão

2 jul 2026 - 14h13
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Imagem | Warner Bros. Pictures
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Foto: Imagem | Warner Bros. Pictures / Xataka

O lançamento de "300" é um dos mais lucrativos da história do cinema moderno, já que o filme de Zack Snyder arrecadou US$70 milhões somente nos Estados Unidos em seu fim de semana de estreia. No Irã, porém, provocou algo diferente: uma queixa formal à UNESCO. O governo iraniano classificou o filme, que narra a Batalha das Termópilas entre 300 espartanos e o exército persa de Xerxes, como um ataque à identidade histórica do país. O motivo? Os persas foram retratados como decadentes, cruéis e monstruosos; os gregos, por outro lado, como nobres defensores da civilização.

Um assessor do presidente iraniano descreveu o filme como "guerra psicológica", a Warner Brothers respondeu que era apenas entretenimento, e foi aí que a controvérsia começou. Do cinema clássico aos blockbusters contemporâneos, Hollywood tem recorrido repetidamente ao antagonista do Oriente Médio com uma consistência que não pode ser explicada apenas pela preguiça criativa. A questão interessante não é por que Hollywood os transforma em vilões, mas por que o público os aceita tão facilmente nesse papel.

A função psicológica do inimigo

A psicologia social tem uma resposta incômoda para isso. O psiquiatra Neel Burton descreveu o mecanismo do bode expiatório no Psychology Today como uma defesa do ego: sentimentos difíceis de controlar, como raiva, frustração, medo ou culpa, são deslocados para um grupo externo, mais vulnerável ou mais distante, que então se torna sua personificação. O grupo perseguido permite que ...

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