Cada vez mais empresas recontratam funcionários demitidos por conta da IA: substituição não gerou lucros
Aparentemente inteligência artificial foi superestimada
A inteligência artificial continua transformando o mercado de trabalho, mas um movimento inesperado começa a ganhar força: empresas que demitiram funcionários para substituí-los por IA estão voltando atrás e recontratando profissionais após perceberem que a automação não entregou os resultados esperados.
Muitas empresas recontratando após demissões em massa
Entre os exemplos recentes está a Ford, que anunciou a recontratação e promoção de mais de 350 engenheiros experientes. Segundo relatos, a empresa encontrou dificuldades porque muito do conhecimento acumulado por esses profissionais nunca havia sido documentado e, portanto, não fazia parte dos dados utilizados para treinar seus sistemas de IA. Isso acabou criando lacunas importantes na identificação e prevenção de problemas.
A situação não é isolada. O Commonwealth Bank of Australia também precisou reverter parte de sua estratégia depois de substituir mais de 40 atendentes por um assistente de voz baseado em inteligência artificial. A mudança resultou em um aumento nas ligações e piora na qualidade do atendimento, levando o banco a recontratar funcionários. Posteriormente, a instituição admitiu que não considerou adequadamente todos os impactos da decisão.
Outro caso é o da IBM. Após eliminar milhares de vagas em meio à expansão do uso de IA, a empresa anunciou que pretende triplicar a contratação para cargos de nível inicial voltados justamente para funções que exigem julgamento humano, interação com clientes e supervisão...
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