Presidente-executivo da Nvidia pede que G20 evite regulamentações sobre IA com base em danos "teóricos"
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, defendeu em reunião do G20 que a regulação da IA foque em problemas práticos do mundo real, e não em riscos teóricos. Apoiado pelo governo Trump e por líderes de empresas como OpenAI e Anthropic, o setor busca evitar restrições excessivas que possam desacelerar lançamentos, alterar produtos e reduzir lucros, propondo que os países criem normas apenas para situações inéditas.
O presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, instou os países do G20 nesta quarta-feira a evitar a elaboração de regulamentações para IA que se concentrem em "danos teóricos" e, em vez disso, a desenvolverem regras que regulem problemas do mundo real relacionados à tecnologia.
Huang fez o comentário em uma reunião do G20 com foco em tecnologia em Chapel Hill, na Carolina do Norte, ao lado do secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. Tom Brown, da Anthropic, e Sam Altman, da OpenAI, também devem participar do encontro nesta quarta-feira.
A mensagem de Huang ecoou medidas defendidas pelo governo Trump e outros executivos do setor de tecnologia norte-americano que se manifestaram durante a primeira parte da reunião de terça-feira.
Os executivos querem menos regulamentação em todo o mundo para seus negócios em rápido crescimento, ou ter voz ativa na elaboração das regras à medida que elas são definidas.
Exigências do governo federal poderiam prejudicar os lucros do setor se retardassem o lançamento de novos modelos ou levassem as empresas a alterar o funcionamento de seus produtos para atender a preocupações de segurança.
Os EUA pretendem persuadir os membros do G20 presentes no encontro a evitar a elaboração de regulamentações totalmente novas para a IA e, em vez disso, concentrar-se na criação de regras para situações "inéditas" envolvendo a tecnologia, afirmou na terça-feira o assessor de tecnologia do presidente dos EUA, Donald Trump, Michael Kratsios.
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