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Plano da UE para eliminar tecnologia da China pode custar mais de US$400 bi, diz estudo chinês

6 mai 2026 - 15h33
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As propostas da União ‌Europeia para reforçar a segurança digital, eliminando gradualmente equipamentos de fornecedores chineses, podem custar ao bloco mais de US$400 bilhões nos próximos cinco anos, com a Alemanha tendo que pagar quase metade desse valor, disse a Câmara ⁠de Comércio da China para a UE (CCCEU) nesta quarta-feira.

De ‌acordo com as novas regras de segurança digital do bloco de países, a UE planeja eliminar gradualmente ‌componentes e equipamentos de fornecedores de "alto ‌risco" em setores críticos, uma medida criticada pela ⁠gigante das telecomunicações da China, Huawei, que deve estar entre as empresas afetadas.

Pequim quer que as cláusulas que definem "países que apresentam preocupações com a segurança cibernética" e "alto risco" sejam retiradas das regras propostas e, na semana ‌passada, ameaçou tomar contramedidas contra a UE se mudanças ‌substanciais não forem ⁠feitas.

Um estudo ⁠para a CCCEU, realizado pela KPMG, disse que a substituição forçada ⁠de fornecedores chineses em ‌18 setores críticos custará ‌à UE 367,8 bilhões de euros (US$432,83 bilhões) entre 2026 e 2030. A UE teria que substituir hardware e dar baixa nesses ativos, além de enfrentar ⁠menor eficiência e atraso na digitalização, segundo o relatório.

Dois dos setores mais afetados serão o de energia e o de telecomunicações, pilares das transições digital e ecológica planejadas pela UE.

Seis ‌países da UE enfrentarão perdas de mais de 10 bilhões de euros: Alemanha, França, Itália, Espanha, Polônia e ⁠Holanda. Para a Alemanha, a conta seria de 170,8 bilhões.

Os governos da UE e o Parlamento Europeu estão nos estágios iniciais do longo processo legislativo necessário para que as novas regras se tornem lei, um processo que provavelmente resultará em emendas.

A Comissão Europeia também recomendou, na segunda-feira, restringir o uso de fundos da UE para projetos que envolvam equipamentos de energia de "fornecedores de alto risco", que, segundo ela, poderiam levar a um desligamento remoto das redes de eletricidade de um membro da UE.

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