Pesquisadores chineses desenvolvem drones que batem asas em vez de usar hélices
O modelo inspirado em uma águia alcançou 256 minutos de voo contínuo
No imaginário popular, os drones têm uma imagem tradicional: dispositivos não tripulados com várias hélices girando em alta velocidade, capazes de gravar, vigiar e até formar figuras no céu em eventos com grande público. Essa é a referência que internalizamos e a que geralmente nos vem à cabeça quando pensamos nesses aparelhos.
No entanto, não é a única forma possível de entender um drone. Enquanto esse modelo se consolidou, surgiram propostas que buscam replicar o voo dos seres vivos em vez de depender de rotores, abrindo um caminho que, até pouco tempo atrás, parecia mais próximo da ficção do que da engenharia real.
Uma equipe da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim desenvolveu vários drones de asas batentes inspirados em animais como águias, pombas, borboletas e besouros. Entre eles, o modelo baseado em uma águia chamou especialmente a atenção por um dado específico: alcançou 256 minutos de voo contínuo, um número que estabelece um recorde dentro dessa categoria. Em 2023, um avião biônico desenvolvido por pesquisadores da Universidade Politécnica do Noroeste da China registrou 185 minutos e 30 segundos, então recorde mundial do Guinness nesse campo.
Se esses protótipos estão chamando a atenção, não é apenas pela aparência, mas pelo princípio técnico em que se baseiam. O Global Times os define como veículos aéreos não tripulados biônicos capazes de imitar o voo dos seres vivos por meio do bater de asas. Segundo esse mesmo veículo de comunicação, trata-se do tipo ...
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