Obras de arte passam por tomografia no RS; entenda motivo
Pesquisadores buscam por condições de conservação e detalhes escondidos em camadas de tinta
Obras de arte do pintor Pedro Weingärtner (1853-1929) foram analisadas por meio de uma tomografia computadorizada na última segunda-feira (21).
O motivo? Investigar a conservação e detalhes ocultos nas camadas de tinta dos quadros do artista gaúcho, que será tema de exposição a ser inaugurada na próxima quinta (31) em Porto Alegre (RS).
A mostra cultural "PW170A – Weingärtner No Campo dos Olhos", é promovida pela Casa da Memória da Unimed Federação-RS. A instituição firmou uma parceria com a SIDI Medicina por Imagem, empresa de diagnósticos, para realizar o exame nos quadros.
"A ideia de examinar os quadros foi dos curadores. Eu apoiei na hora", disse Carlos Jader, diretor da SIDI.
O evento terá obras inéditas de Weingärtner, com originais e ampliações de pinturas do artista, além de expor os resultados das tomografias realizadas nesta semana.
Como visitar
- Que horas: de segunda a sexta, das 13h às 18h (última entrada às 17h30), e no primeiro e terceiro sábado de cada mês, das 8h às 13h (última entrada às 12h30);
- Quando: de 31 de agosto de 2023 até 26 de fevereiro de 2024;
- Onde: Casa da Memória da Unimed-Federação/RS (Rua Santa Terezinha, 263, em Porto Alegre).;
Arte, história e tecnologia hospitalar
Não é a primeira vez que o uso de equipamentos de exame médico ajuda cientistas de diferentes áreas.
Em julho, pesquisadores no Egito descobriram, por meio de uma tomografia, um coração de ouro e diversos outros tesouros escondidos dentro de uma múmia de 2,3 mil anos.
O corpo do jovem, que se estima ter morrido quando tinha entre 14 e 15 anos, foi encontrado em 1916. No entanto, os restos mortais permaneceram guardados por mais de um século, junto com dezenas de outros, nos depósitos do Museu Egípcio do Cairo, sem terem sido examinados de perto por especialistas.
Isso mudou quando uma equipe liderada por Sahar Saleem, da Universidade do Cairo, decidiu verificar a múmia usando um tomógrafo.
As imagens obtidas revelaram que o corpo tinha 49 amuletos de 21 tipos diferentes, muitos deles feitos de ouro. Por isso, a múmia foi batizada como o "menino de ouro", anunciou Saleem em artigo publicado na revista Frontiers in Medicine.
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