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O passado esquecido do Brasil revela a época em que a ciência usava a maconha como remédio antes do sistema criar o estigma atual

Como a cannabis passou de planta incentivada pelo governo a alvo de políticas proibicionistas

17 jul 2026 - 12h41
(atualizado às 13h01)
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Cannabis Folhas
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Foto: shutterstock / Xataka

O Brasil é um país que ainda criminaliza a maconha em diversas situações e onde a planta continua cercada por estigmas sociais e políticos. Por isso, é difícil imaginar que houve um período em que o próprio Estado incentivava seu cultivo e que medicamentos à base de cannabis eram vendidos livremente em farmácias. Registros antigos mostram que, entre os séculos XVIII e o início do XX, a planta fazia parte da economia, da medicina e de projetos oficiais da Coroa portuguesa. Com o avanço das políticas proibicionistas, porém, essa história foi praticamente apagada da memória.

Antes da proibição, o governo incentivava o cultivo e a cannabis fazia parte da medicina brasileira

Muito antes de a maconha se tornar alvo das políticas de combate às drogas, ela ocupava um espaço bastante diferente no Brasil. Ainda no período colonial, a Coroa portuguesa promoveu iniciativas para expandir o cultivo do cânhamo, uma variedade da Cannabis sativa utilizada principalmente para produzir fibras empregadas na fabricação de cordas, tecidos e velas das embarcações.

Entre essas iniciativas esteve a criação da Real Feitoria do Linho Cânhamo, em 1783, no Rio Grande do Sul. O empreendimento recebeu sementes fornecidas pelo governo, mão de obra e estrutura para tentar estabelecer uma produção em larga escala destinada ao abastecimento da marinha portuguesa. Apesar do projeto não ter alcançado o sucesso esperado, ele demonstra que o cultivo da planta fazia parte de uma estratégia econômica oficial do país....

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