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Nvidia e Broadcom se isolam de impacto de crise de energia em data centers dos EUA, diz Morgan Stanley

5 out 2026 - 13h34
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Resumo
Nvidia e Broadcom estão protegidas da crise energética em data centers nos EUA até 2027, segundo o Morgan Stanley, devido ao forte planejamento e alocação de chips. Contudo, o setor enfrenta um déficit de energia projetado em 34% até 2028, impulsionado pela alta demanda da inteligência artificial. Se a infraestrutura atrasar por gargalos elétricos, fabricantes de componentes secundários, como chips de memória, óptica e analógicos, serão os mais impactados por cancelamentos e adiamentos.

Nvidia e Broadcom estão ‌relativamente protegidas contra o agravamento da crise de energia nas centrais de processamento de dados dos Estados Unidos, afirmou o Morgan Stanley em relatório nesta segunda-feira.

Porém, qualquer atraso resultante ⁠nas implantações de infraestrutura para inteligência artificial ‌pode afetar os fabricantes de chips de memória, componentes ópticos e outros processadores secundários.

O ‌banco estimou no mês passado ‌que os desenvolvedores de data centers ⁠nos EUA enfrentarão um déficit líquido de energia de 34% até 2028, equivalente a 32 GW.

O boom da IA gerou bilhões de dólares em investimentos em data centers, mas as ‌enormes necessidades de computação e eletricidade da ‌IA generativa estão ⁠cada vez ⁠mais esbarrando nos problemas de fornecimento de eletricidade nos ⁠EUA.

Tanto Morgan ‌Stanley quanto Goldman Sachs ‌sinalizaram restrições crescentes à expansão dos data centers nos EUA; o GS espera um impacto limitado no curto prazo devido à ⁠resistência política, enquanto o MS vê desafios relacionados à mão de obra, energia e política.

O Morgan Stanley afirmou que não vê os gargalos colocando ‌em risco as previsões da Nvidia ou da Broadcom para 2027, citando a visibilidade dessas ⁠empresas quanto à alocação de chips, à expansão geográfica e à coordenação entre centros de dados, fornecedores de chips e a cadeia de abastecimento de energia.

Se a capacidade de produção de chips não puder ser implantada, os clientes poderão adiar entregas ou cancelar pedidos, sendo que componentes de memória, óptica, gerenciamento de energia e analógicos são os mais expostos a problemas de fornecimento, afirmou o Morgan Stanley.

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