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Madri tem 64.716 bancos, mas ainda há gente que não tem onde se sentar. Um cidadão propôs uma mudança

Uma proposta cidadã de 2024 acabou se transformando em um contrato municipal de 1,2 milhão de euros

18 set 2026 - 08h58
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Resumo
Após a proposta de um cidadão na plataforma de participação pública para beneficiar idosos, a Prefeitura de Madri abriu uma licitação de 1,2 milhão de euros para adquirir ao menos 1.602 bancos urbanos. Embora a capital espanhola já tenha quase 65 mil assentos, a nova remessa servirá para substituir estruturas fora das normas de acessibilidade e suprir a escassez do mobiliário em bairros deficitários, ampliando as opções de descanso para os pedestres.
Banco
Banco
Foto: Pexels / Xataka

Há cidades que parecem projetadas para caminhar, como Dublin ou Copenhague; ou para andar de bicicleta, como Amsterdã; outras, para fazer compras, como Milão. E algumas têm praças onde cabem milhares de pessoas, mas encontrar um assento no mobiliário urbano é pouco mais que um milagre, seja devido à arquitetura hostil, seja porque simplesmente se esqueceram deles. Madri quer remediar isso ou, no mínimo, comprar os bancos necessários para tentar.

A história começa em 2024, quando um cidadão que se identifica como Bravotron apresentou uma proposta no Decide Madrid, plataforma online oficial de participação cidadã da Prefeitura. Seu pedido era simples: mais bancos na capital. Em sua justificativa, falava de pessoas idosas que querem sair para caminhar e aproveitar seu bairro. Agora, a proposta chega à fase de contrato público: a Prefeitura abriu uma licitação para o fornecimento de, no mínimo, 1.602 bancos, com um orçamento-base de cerca de 1,2 milhão de euros. E isso levanta uma pergunta: como se decide onde é necessário um banco?

Madri conta com 64.716 bancos distribuídos pelas ruas, praças e parques. Os mais de 1.600 propostos não serão 100% novos: uma parte substituirá os que já existem e não cumprem as normas de acessibilidade. O restante servirá para aumentar a quantidade nos bairros onde a Prefeitura considera que eles são insuficientes. Não se trata de uma iniciativa isolada: já faz algum tempo que o governo está renovando o mobiliário, utilizando agora materiais como ...

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