IA está descobrindo muito mais vulnerabilidades em nossos softwares do que podemos nos dar ao luxo de corrigir
É ótimo que a IA esteja ajudando a tornar o software mais seguro, mas isso impõe enormes tarefas de verificação e atualização sem causar problemas
Em junho de 2016, a famosa "Patch Tuesday" da Microsoft bateu o recorde com 206 vulnerabilidades, três das quais eram exploits de dia zero. Em julho, esse recorde foi superado, com o número triplicando. Este não é um caso isolado: Oracle, Chrome e Firefox estão entre as empresas e projetos que viram um aumento nas vulnerabilidades corrigidas em suas versões mais recentes. A culpa é da IA, que está ajudando a detectar todos esses problemas e a tornar o software mais seguro do que nunca, mas isso está causando um efeito colateral preocupante.
Que dilema!
Por décadas, encontrar uma vulnerabilidade grave em um projeto de software exigia tempo, especialistas e uma boa dose de sorte. A IA está mudando esse equilíbrio, pois possibilita a análise de bases de código massivas, a identificação de falhas em uma velocidade e escala antes impossíveis. O resultado teórico deveria ser fantástico, pois, graças a tudo isso, deveríamos ter softwares mais seguros do que nunca. O problema é que as vulnerabilidades estão sendo descobertas muito mais rápido do que os humanos conseguem verificá-las, corrigi-las, priorizá-las e instalar patches.
Do Fuzzing à IA
A análise automatizada de código não é novidade. Grandes empresas de tecnologia usam o fuzzing há anos, uma técnica que "bombardeia" aplicativos com entradas de dados inesperadas para tentar causar erros. A limitação é que algumas áreas do código são mais facilmente "exploradas" do que outras. Com os modelos de IA, as coisas mudam, pois eles ...
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