IA agêntica pode exigir reforma regulatória, afirma autoridade do Banco da Inglaterra
Poderão ser necessários marcos regulatórios mais sofisticados para monitorar e conter os riscos que a IA representa para o sistema financeiro, afirmou nesta terça-feira uma das vice-governadoras do Banco da Inglaterra.
Em discurso no Fórum do Banco Central Europeu sobre bancos centrais, realizado em Portugal, Sarah Breeden, vice-governadora para a estabilidade financeira, disse que o rápido aumento das capacidades dos agentes de IA capazes de agir de forma autônoma revelou possíveis lacunas.
"Nossos marcos regulatórios não foram criados para contemplar agentes autônomos, e contar com a intervenção humana em todas as ações dos agentes provavelmente não é realista. Podem ser necessários marcos de governança e prestação de contas mais sofisticados", disse Breeden.
Órgãos reguladores e organismos globais de definição de padrões têm alertado repetidamente sobre os riscos decorrentes da implantação da IA no setor financeiro desde que a Anthropic lançou o Mythos, que poderia representar desafios significativos de segurança cibernética para o setor bancário, segundo analistas.
No início de junho, o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB na sigla em inglês) pediu medidas de proteção mais rigorosas para se precaver contra os riscos dos agentes de IA, que, segundo o órgão, representavam um desafio específico à supervisão humana.
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