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IA agêntica pode exigir reforma regulatória, afirma autoridade do Banco da Inglaterra

30 jun 2026 - 10h41
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Poderão ser ‌necessários marcos regulatórios mais sofisticados para monitorar e conter os riscos que a IA representa para o sistema financeiro, afirmou nesta terça-feira uma ⁠das vice-governadoras do Banco da Inglaterra.

Em ‌discurso no Fórum do Banco Central Europeu sobre bancos centrais, ‌realizado em Portugal, Sarah ‌Breeden, vice-governadora para a estabilidade ⁠financeira, disse que o rápido aumento das capacidades dos agentes de IA capazes de agir de forma autônoma revelou possíveis lacunas.

"Nossos marcos regulatórios ‌não foram criados para contemplar agentes ‌autônomos, e ⁠contar ⁠com a intervenção humana em todas as ações ⁠dos ‌agentes provavelmente não ‌é realista. Podem ser necessários marcos de governança e prestação de contas mais sofisticados", disse Breeden.

Órgãos reguladores ⁠e organismos globais de definição de padrões têm alertado repetidamente sobre os riscos decorrentes da implantação da IA ‌no setor financeiro desde que a Anthropic lançou o Mythos, que poderia ⁠representar desafios significativos de segurança cibernética para o setor bancário, segundo analistas.

No início de junho, o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB na sigla em inglês) pediu medidas de proteção mais rigorosas para se precaver contra os riscos dos agentes de IA, que, segundo o órgão, representavam um desafio específico à supervisão humana.

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