Homem chinês afirmava ter vivido 256 anos — e ninguém nunca conseguiu provar o contrário
Li Ching-Yuen atribuía a suposta longevidade ao consumo de ervas medicinais, à prática de artes marciais e ao qigong, enquanto registros antigos e a imprensa internacional tentavam explicar tal idade nunca comprovada
No início do século XX, um homem nascido na China passou a chamar a atenção da imprensa internacional ao afirmar ter 256 anos. A história acabou ganhando ainda mais força entre 1920 e 1930, quando jornais ocidentais, como The New York Times, e autoridades locais passaram a citar documentos oficiais que sugeriram uma idade muito acima do que se espera ser possível para um ser humano. O caso aconteceu na província de Sichuan e o homem em questão é Li Ching-Yuen, um herbalista conhecido por hábitos rigorosos, práticas meditativas e uma vida longeva incomum. Apesar da popularidade da história, até hoje não existem provas conclusivas capazes de confirmar ou negar definitivamente a idade de Li Ching-Yuen.
Registros antigos e relatos oficiais ajudaram a sustentar a ideia de uma longevidade fora de qualquer padrão conhecido
As primeiras tentativas de explicar como Li Ching-Yuen poderia ter 256 anos surgiram nas décadas de 1920 e 1930, quando autoridades locais, pesquisadores e jornais internacionais passaram a investigar a funda essa história. Eles descobriram documentos do governo imperial chinês que indicavam homenagens oficiais pelos aniversários de 150 e 200 anos do homem, registros que transformaram completamente o caminho desse caso.
Segundo os relatos da época, o homem teria nascido em Sichuan no século XVII e passado grande parte da vida viajando por regiões como Tibete e Manchúria, também na China, coletando ervas medicinais e estudando práticas tradicionais chinesas. ...
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