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Há um motivo para a China não lançar mísseis nucleares de seu submarino mais perigoso, mas ela acaba de quebrar essa regra

Isso também confirma que Pequim está disposta a usar testes militares como mais uma ferramenta de dissuasão política e estratégica

13 jul 2026 - 09h07
(atualizado às 10h13)
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Imagem | PLA
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Foto: Imagem | PLA / Xataka

A maior força de um submarino nuclear não é seu poder de fogo, mas sim o fato de ninguém saber sua localização. Essa capacidade de permanecer oculto por meses tornou essas embarcações o pilar mais importante da dissuasão nuclear desde a Guerra Fria e explica por que cada movimento relacionado a elas é minuciosamente observado.

Não foi um teste qualquer

A China insistiu que o lançamento fazia parte de seu treinamento anual e que havia notificado previamente os países da região. No entanto, poucas manobras geram tanta atenção quanto o disparo de um míssil balístico de um submarino nuclear estratégico no Oceano Pacífico.

Além disso, foi uma ação praticamente sem precedentes em décadas. Pequim vinha evitando demonstrações públicas desse tipo há anos e, justamente por isso, o teste foi interpretado como uma mensagem direcionada muito além do próprio exercício militar.

Carta nunca revelada

Submarinos de mísseis são o componente mais discreto e valioso de qualquer potência nuclear. Sua principal vantagem reside em permanecerem ocultos por semanas ou meses, garantindo uma capacidade de retaliação mesmo que o país sofra um primeiro ataque.

Essa necessidade de sigilo explica por que a China raramente realizou lançamentos públicos dessas plataformas e por que cada demonstração carrega um enorme peso estratégico.

Sinal era direcionado aos Estados Unidos

Embora as autoridades chinesas tenham enfatizado que o míssil carregava uma ogiva de treinamento e não era direcionado contra nenhum país, o ...

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