Golpe no Twitter: criminosos vendem ingressos de artistas que não existem
Segundo reportagem do G1, perfis ofereceram ingressos de grupos de rock como o Velvet Underground, que encerrou atividades há anos
Já pensou em assistir um show do Velvet Underground em 2022? Seria algo no mínimo curioso considerando que seu vocalista, Lou Reed, morreu em 2013, e Nico, que também cantava na banda, em 1988. Mas se você consultar o Twitter, pode encontrar pessoas vendendo ingressos (obviamente falsos) para vê-los.
Em brincadeira, um usuário postou nesta quinta (15) que estava procurando um ingresso para o show da cantora Fiona Apple, que não sobe aos palcos desde 2012. O show, inventado pelo próprio usuário, encontrou quem estivesse “vendendo” ingressos.
De acordo com uma reportagem do G1, a equipe fez um teste postando que procurava ingressos para o show do Velvet Underground – que como mencionamos, não existe mais
. Em resposta, um usuário chamado Rafael Souza entrou em contato dizendo que tinha o ingresso, mas não poderia mais comparecer ao show. Por conta disso, venderia a um preço mais barato.
Depois de um tempo, o golpista pediu um WhatsApp para continuar a venda. Já no app, pediu um e-mail para onde seria transferido o ingresso, e passou a chave do Pix no nome de uma outra pessoa. Quando a reportagem solicitou um print do ingresso antes de mandar o dinheiro, o rapaz respondeu que só mandaria se metade do pagamento fosse realizado. Como não foi, ele parou de falar.
O perfil de Twitter @rafa_souzalll anuncia ingressos para uma série de shows. Na tarde desta quinta (15), ele postou que vendia três ingressos para o show do rapper BK e três também para o show do The Weeknd – esse realmente acontecerá no ano que vem no Brasil.
Larissa Mesquita, arquiteta de 24 anos, também postou que estava procurando ingressos para o show da banda Kero Kero Bonito, que se apresentaria neste sábado (17), em Teresina, no Piauí. Em poucos minutos, o perfil @biakkkkandrade mandou mensagem dizendo ter ingressos disponíveis.
O comportamento foi parecido com o de Rafael: perguntou quando a vítima estava disposta a pagar, insistiu pela transferência do valor e também enviou a chave Pix de outra pessoa. Ela também encaminhou o documento de identificação em outro nome. Quando questionada, disse que a chave era de um familiar, mas não respondeu sobre o documento.
Segundo a reportagem do G1, pelo menos outros oito perfis foram rastreados tentando utilizar a mesma técnica.
Para não ser enganado, evite comprar ingressos de pessoas físicas desconhecidas. Caso tenha caído no golpe, faça capturas de tela (prints) e os registre como provas, além de entrar em contato com uma delegacia de crimes cibernéticos para receber orientações.