Está tão quente na Coreia do Norte que Kim Jong-un supostamente recomendou um prato nacional para enfrentar a onda de calor: sopa de carne de cachorro
O mesmo prato acabou simbolizando a crescente distância cultural e política entre dois países separados por apenas alguns quilômetros de fronteira
A Coreia do Norte está passando por uma das ondas de calor mais intensas dos últimos anos. Enquanto as temperaturas estão próximas a 40 graus Celsius e as noites tropicais impedem a atmosfera de esfriar, o regime de Kim Jong-un resgatou a recomendação que faz parte de seu discurso oficial há décadas: combater o calor comendo sopa de carne de cachorro, um prato tradicional que apresenta como um alimento particularmente nutritivo para suportar o verão.
A mídia estatal norte-coreana recomendou o consumo de dangogi guk, a tradicional sopa de carne de cachorro, como parte das medidas para lidar com a onda de calor.
A proposta surgiu junto com conselhos médicos convencionais, como hidratação, consumo de melancia, pepino ou feijão-mungo e conhecimento de primeiros socorros em caso de insolação. No entanto, foi a presença desse prato que colocou uma antiga tradição culinária de volta no centro do debate.
A sopa de carne de cachorro tem sido apresentada pela dieta por décadas como um tônico capaz de fortalecer o corpo durante os meses mais quentes do ano. Médicos entrevistados pela imprensa oficial afirmam que ela ajuda a prevenir o agravamento de doenças cardiovasculares, diabetes ou distúrbios hormonais causados pelo estresse térmico.
Essa visão, na verdade, faz parte de uma tradição profundamente enraizada na Coreia do Norte, onde o prato mantém um importante valor cultural.
A verdade é que a recomendação do dangogi guk não começou com essa onda de ...
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