Script = https://s1.trrsf.com/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

El Niño avança e deve atingir força máxima em dezembro, alerta Organização Meteorológica Mundial

O fenômeno El Niño continuará se intensificando antes de alcançar seu "ponto máximo" em dezembro, alertou a ONU nesta quinta-feira (8), ao advertir que poderá ser um dos mais fortes registrados desde pelo menos 1950.

8 out 2026 - 11h31
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O fenômeno El Niño avança com rapidez e deve atingir força máxima em dezembro, com recorde de aquecimento no Pacífico tropical, alerta a OMM. O evento pode se tornar um dos mais intensos desde 1950, elevando as temperaturas globais e agravando secas e inundações pelo planeta ao menos até o início de 2027. O impacto climático já gera graves prejuízos em regiões como a América Central, intensificando os efeitos do aquecimento global sobre economias e ecossistemas.

Esse fenômeno meteorológico natural provocará um aumento das temperaturas em grande parte do planeta, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas para o clima, e seu impacto agravará os efeitos da mudança climática causada pelo homem.

Animais estão morrendo em meio à pior seca da memória de muitos países centro-americanos, que já enfrentam os efeitos implacáveis do poderoso fenômeno climático El Niño, como em Los Piches, San Lorenzo, departamento de Valle, Honduras, em 4 de setembro de 2026.
Animais estão morrendo em meio à pior seca da memória de muitos países centro-americanos, que já enfrentam os efeitos implacáveis do poderoso fenômeno climático El Niño, como em Los Piches, San Lorenzo, departamento de Valle, Honduras, em 4 de setembro de 2026.
Foto: AFP - ORLANDO SIERRA / RFI

"É provável que provoque temperaturas acima da média em grande parte do planeta e altere os padrões de precipitação, cenário que aumentaria o risco de secas e inundações em diversas regiões", alertou a OMM em boletim. 

O fenômeno El Niño, como é conhecido o aquecimento da superfície do Pacífico equatorial central e oriental, é capaz de desencadear mudanças nos ventos, na pressão atmosférica e nos padrões de precipitação em todo o planeta.

Em geral, ocorre a cada dois a sete anos e dura entre nove e 12 meses. As condições oscilam entre o El Niño e seu oposto, a La Niña, com períodos neutros entre um e outro.

El Niño "está se fortalecendo rapidamente"

"Prevê-se que as temperaturas da superfície do mar nas partes central e oriental do Pacífico tropical aumentem até atingir valores sem precedentes durante os meses de outubro, novembro e dezembro de 2026", afirmou a OMM.

"Isto se deve ao fortalecimento do episódio de El Niño, que vai determinar os padrões meteorológicos e afetar economias, ecossistemas e comunidades em todo o mundo", acrescentou.

Essa previsão baseia-se no consenso de 13 centros meteorológicos nacionais e internacionais.

"El Niño se consolidou e está se fortalecendo rapidamente", ressaltou em comunicado a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

"Segundo as previsões da OMM, a probabilidade de que o evento persista até fevereiro de 2027 é praticamente de 100% e ele pode vir a ser um dos episódios mais intensos desde, pelo menos, 1950", apontou a especialista argentina.

Saulo esclareceu que El Niño não adiciona novo calor ao planeta, mas libera o calor que já está armazenado no oceano.

"As águas que alimentam o El Niño apresentam as temperaturas mais altas já registradas. Em outras palavras, há mais calor que pode ser liberado", afirmou.

Recorde de temperaturas marinhas 

O índice que mede as anomalias da temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial centro-oriental, a região que está no coração do El Niño, aumentou de 1,6 °C acima do normal em junho para +2,5 °C em agosto.

Para outubro, novembro e dezembro, prevê-se que a anomalia atinja aproximadamente +3,7 °C acima do normal.

Esse seria o valor mais alto desde o início das observações, superando o recorde anterior de +2,6 °C estabelecido entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.

O último fenômeno El Niño contribuiu para que 2023 fosse o segundo ano mais quente já registrado e 2024 atingisse o recorde histórico, com cerca de 1,55 °C acima da média pré-industrial de 1850-1900.

Embora o El Niño geralmente alcance seu ponto de pico entre novembro e fevereiro, o aumento das temperaturas resultante costuma ocorrer mais tarde.

O episódio atual desse fenômeno já está afetando gravemente algumas regiões, entre elas a América Central, onde animais e plantações estão morrendo em razão da seca.

com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra