Companhias aéreas europeias aproveitam crise do combustível para pressionar por mudanças nas regulamentações
Empresas querem eliminar algumas medidas, como a segunda peça de bagagem a bordo, os slots aeroportuários e as regras contra o "greenwashing"
Se você está pensando em viajar de avião nos próximos meses, convém ficar atento, já que seu voo está sujeito a cancelamentos. Não é que queiramos estragar seus planos, longe disso, mas a verdade é que a escassez de querosene gerada pelo conflito no Oriente Médio deu às companhias aéreas europeias uma alavanca política que elas não estão hesitando em usar.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde transita uma parte substancial do fornecimento mundial de petróleo e querosene, disparou os preços do combustível de aviação. No último 16 de abril, a Agência Internacional da Energia advertiu que a Europa poderia ter reservas para apenas seis semanas.
Segundo o Financial Times, companhias aéreas como a easyJet, que anunciou perdas maiores do que o esperado; a Lufthansa, que já cancelou mais de 20 mil voos; e a Virgin Atlantic, que reconheceu ao jornal que terá dificuldade para fechar o ano no positivo, são exemplos do tamanho do problema que estamos enfrentando.
O que as companhias aéreas estão pedindo
Diante do problema, as companhias ativaram uma ofensiva diante de Bruxelas. Segundo o Financial Times, as associações do setor estão pressionando para adiar ou eliminar uma longa lista de medidas que combatem há anos: desde a norma que permitiria aos passageiros levar uma segunda peça de bagagem de mão grande gratuitamente até mudanças na política de compensação por voos cancelados e modificações nos slots aeroportuários (as faixas horárias às quais as companhias aéreas se atêm para ...
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