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Cientistas identificam raiz biológica comum para fadiga em cinco doenças

Pesquisa com mapeamento 3D do genoma conecta Covid longa, síndrome da fadiga crônica, TEPT, artrite reumatoide e esclerose múltipla aos mesmos circuitos celulares

9 set 2026 - 16h50
(atualizado às 16h53)
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Resumo
Cientistas descobriram uma raiz biológica comum em cinco doenças aparentemente distintas, como Covid longa e esclerose múltipla, por meio do mapeamento 3D do DNA, abrindo caminho para diagnósticos e terapias unificados.

Um novo estudo publicado no Journal of Translational Medicine revela que cinco doenças aparentemente distintas compartilham uma mesma raiz biológica. Ao analisar a estrutura tridimensional do DNA, pesquisadores descobriram que condições como Covid longa e TEPT convergem em circuitos regulatórios comuns, desafiando a visão de que esses distúrbios são isolados.

Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

O trabalho foi liderado pela University of East Anglia em colaboração com a Oxford BioDynamics, a London School of Hygiene and Tropical Medicine e o Cornwall Partnership NHS Foundation Trust. A investigação avaliou a síndrome da fadiga crônica (EM/SFC), a Covid longa, o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), a artrite reumatoide e a esclerose múltipla.

Segundo o estudo, pacientes com esses cinco quadros clínicos relatam sintomas compartilhados, incluindo exaustão persistente, confusão mental, sono perturbado e alterações no sistema nervoso autônomo, mesmo com origens primárias distintas que variam de infecções virais a traumas psicológicos e autoimunidade.

Como a arquitetura 3D do DNA conecta as enfermidades?

A tecnologia computacional EpiSwitch Orion mapeou os pontos de contato físico no dobramento do genoma em células vivas para identificar onde os genes são ativados. Em vez de focar na sequência linear de nucleotídeos, a plataforma computacional localizou os circuitos regulatórios tridimensionais compartilhados entre as enfermidades avaliadas.

O diretor de dados da Oxford BioDynamics, Dr. Ewan Hunter, detalhou que o método identifica onde regiões lineares distantes se tocam para controlar a atividade celular. Os genes identificados convergem para sistemas de sinalização inflamatória, produção de energia mitocondrial e resposta neuroendócrina.

"Em um nível gênico individual, houve surpreendentemente pouca sobreposição direta entre a Covid longa, a EM/SFC, o TEPT, a esclerose múltipla e a artrite reumatoide. Mas quando analisamos como esses genes interagem em redes biológicas complexas, um quadro completamente diferente surgiu", afirmou o professor.

Quais são os impactos para diagnósticos e tratamentos futuros?

A descoberta de vias moleculares sobrepostas abre caminho para o desenvolvimento de exames laboratoriais de sangue padronizados e abordagens terapêuticas multidoença. Atualmente, diagnósticos de Covid longa e síndrome da fadiga crônica dependem da análise clínica subjetiva de sintomas relatados pelos pacientes.

Entre os marcadores analisados, a pesquisa destacou o gene LAG3 na síndrome da fadiga crônica, molécula associada ao esgotamento funcional das células T do sistema imune após ativação contínua.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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