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Ciência

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Paciente é salvo na Itália de dissecção na aorta graças a fio eletrificado

Cirurgia foi realizada em homem com síndrome de Marfan

10 ago 2026 - 13h40
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Um homem de 40 anos com síndrome de Marfan foi salvo de uma dissecção aórtica graças ao uso de um fio eletrificado durante uma cirurgia realizada em Turim, norte da Itália. Trata-se do primeiro caso de sucesso do procedimento no país em um paciente com uma condição genética tão delicada.

    A intervenção ocorreu no Hospital Molinette e foi divida em duas etapas: primeiro, houve uma operação cardíaca de emergência, seguida de uma septotomia aórtica endovascular com o uso de um fio-guia eletrificado.

    A síndrome de Marfan é uma doença genética rara que altera a estrutura e a elasticidade de órgãos, ossos, olhos e vasos sanguíneos, culminando em um alto risco cardiovascular.

    Após o reparo das válvulas aórtica e mitral na unidade de cirurgia cardíaca, o chefe do procedimento, Mauro Rinaldi, e sua equipe substituíram a aorta ascendente e o arco aórtico. O procedimento foi bem-sucedido, mas a dissecção se estendia até a extremidade da aorta, deixando os rins, os intestinos e uma das pernas recebendo menos sangue do que o necessário.

    Então, Fabio Verzini, diretor da ala de Cirurgia Vascular Universitária, propôs uma solução nada convencional: a septotomia aórtica endovascular com o uso de um fio-guia eletrificado.

    Nesse caso, o acesso foi obtido por meio de uma técnica minimamente invasiva através das artérias da virilha. Sob orientação radiológica, um fio metálico fino alcança a membrana que divide a aorta. Em seguida, o fio é eletrificado e utilizado como um instrumento de corte controlado.

    Milímetro a milímetro, o septo do paciente foi aberto no sentido longitudinal, permitindo que os dois fluxos sanguíneos voltassem a se comunicar, ao mesmo tempo em que evitou novas obstruções das artérias que irrigam os órgãos.

    A complicação mais temida, a ruptura da aorta, não ocorreu e, depois de três dias, o paciente recebeu alta sem necessidade de reabilitação.

    "O Hospital Molinette reafirma-se como um centro de excelência e inovação, onde mesmo os casos mais complexos encontram soluções avançadas", afirmou Livio Tranchida, diretor-geral do Città della Salute e della Scienza de Turim, instituição que abriga o hospital. .

Ansa - Brasil
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