Nova Zelândia vai gastar R$ 25 milhões para salvar pássaro kiwi de extinção
A Nova Zelândia vai gastar o equivalente a R$ 25 milhões para tentar salvar a ave símbolo do país, o kiwi, da extinção.
Ambientalistas neozelandeses elogiaram a iniciativa do governo diante da queda preocupante da população do animal.
A ministra da Preservação, Maggie Barry, afirmou, por outro lado, que mais medidas são necessárias para salvar o "famoso e precioso" pássaro, um símbolo da identidade nacional do país, informou a emissora local TV3.
"Se não fizermos nada agora para frear essa queda, poderemos perder o kiwi para sempre", disse ela ao jornal .
Os kiwis, uma ave que não voa, estão sob risco de extinção por causa da introdução de predadores não naturais pelos humanos, como arminhos, doninhas e furões. Segundo o governo, parte do novo financiamento será gasto em armadilhas para capturar esses animais.
Os cachorros também vêm contribuindo para a morte dos kiwis - cerca de 27 morrem por semana.
No ano passado, o Ministério da Preservação do país informou que no ritmo atual de queda da população dos kiwis, a ave poderia ser extinta da Nova Zelândia em alguns anos.
De acordo com uma entidade protetora desses animais, o financiamento extra fará parte de uma "batalha para salvar o pássaro nacional". A instituição formou 90 mutirões de voluntários para ajudar no combate contra a extinção do animal.
"Esses grupos estão fazendo uma grande diferença e nós sabemos que, onde o trabalho vem sendo feito, a população de kiwis está aumentando", afirmou Michelle Impey, do Kiwis for Kiwi Charity.
Outro ambientalista, Matthey Lark, afirmou à BBC que há pouco mais de 8 mil kiwis selvagens na Nova Zelândia.
Segundo Lark, o dinheiro que o governo vai disponibilizar permitirá investir em projetos para aumentar a população das aves. Uma das soluções, disse ele, seria migrá-las para ambientes mais isolados, com menos predadores.
"Parece que o governo finalmente ouviu o nosso pleito e decidiu tomar uma atitude. Trata-se de uma grande notícia para os kiwis", afirmou.