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Ciência

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Nos anos 1990, muitas pessoas tinham um cacto ao lado do computador. Não era para decorar, mas sim para se proteger da radiação

O computador não emite radiação nociva, mas, mesmo se emitisse, um pequeno cacto não nos protegeria dela

1 jul 2026 - 09h19
(atualizado em 2/7/2026 às 08h13)
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Computador
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Foto: Magnific / Xataka

Nos anos 1990, não havia redes sociais e a palavra "viral" tinha um significado completamente diferente, permitindo a propagação de muitos mitos de credibilidade duvidosa. Um deles dizia que era preciso ter um cacto ao lado do computador para absorver sua radiação.

Acredita-se que o mito tenha surgido a partir de uma observação realizada no Instituto de Geobiologia de Chardonne, na Suíça, em 1987. Não se tratou de um experimento formal, mas da percepção dos funcionários do instituto, que afirmavam que colocar um cacto ao lado do monitor reduzia seus sintomas de fadiga e dor de cabeça após passarem muitas horas trabalhando.

A essa anedota foi acrescentada, sem links nem detalhes, a referência a "um estudo da NASA". Não há evidências que sustentem nada disso, mas o uso de nomes institucionais bastou para que o mito se espalhasse com uma aparência de rigor científico que nunca teve.

A palavra "radiação" ganhou uma conotação muito negativa, especialmente após o desastre nuclear de Desastre de Chernobyl. No entanto, nem todos os tipos de radiação são nocivos. A radiação "ruim" é a ionizante, como os raios X ou os raios gama. Já no caso de um computador, trata-se de radiação eletromagnética de baixa frequência, não ionizante e incapaz de alterar nossas células. Este e outros mitos (como os relacionados ao 5G) surgem da falsa crença de associar qualquer tipo de radiação a algo perigoso e prejudicial.

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