Nem pouso no solo, nem aterrissagem: Artemis II fará amerissagem nesta sexta-feira; entenda
Escolha não é à toa. Ela permite uma dissipação mais segura da energia do impacto e facilita operações de resgate dos astronautas
Não, leitor, não escrevemos errado. A palavra existe, e é justamente ela que define o desfecho previsto para a missão Artemis II nesta sexta-feira, 10. Segundo definição presente no glossário da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), amerissagem é o ato de realizar um pouso controlado sobre a água.
No caso da Artemis II, a operação marcará o retorno da tripulação após o sobrevoo lunar e testes considerados fundamentais para o programa de exploração profunda da NASA. A cápsula deve reentrar na atmosfera terrestre em alta velocidade e, após a desaceleração controlada por escudos térmicos e paraquedas, completar sua trajetória com o contato com o oceano.
O termo é utilizado em contextos de aviação e exploração espacial para diferenciar esse tipo de operação de uma aterrissagem em solo firme. A amerissagem é um método adotado em diversas missões espaciais tripuladas e não tripuladas ao longo da história, especialmente no retorno de cápsulas que não utilizam sistemas de pouso terrestre.
A escolha pelo pouso na água não é aleatória. Ela permite uma dissipação mais segura da energia do impacto e facilita operações de resgate, já que equipes podem se deslocar rapidamente até o ponto de pouso previsto.
Apesar de pouco comum no vocabulário cotidiano, o termo "amerissagem" é amplamente utilizado na engenharia aeroespacial e em documentos técnicos. Ele deriva do francês amerrir, literalmente "pousar no mar", e segue a mesma lógica de termos como "aterrissar", aplicado ao solo.
Assim, quando a cápsula da Artemis II tocar o oceano nesta sexta-feira, não haverá erro de português, apenas precisão técnica.