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Ciência

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Japão quer trocar 14 velhos reatores atômicos até 2059

5 jun 2026 - 13h10
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País volta a apostar na energia nuclear em meio a alta da demanda por eletricidade, 15 anos após acidente de Fukushima. Retomada busca reduzir dependência de combustíveis fósseis e alcançar a neutralidade de carbono.O Ministério da Indústria do Japão afirmou nesta sexta-feira (05/06) que o país precisa substituir até 14 reatores nucleares envelhecidos até a década de 2050, à medida que Tóquio volta a apostar na energia atômica mais de 15 anos após o desastre de Fukushima.

A proposta surge enquanto o Japão busca garantir capacidade suficiente de geração de energia para atender ao aumento da demanda por eletricidade, especialmente para novas tecnologias como inteligência artificial, data centers e fábricas de semicondutores.

De acordo com o plano preliminar apresentado a um painel de especialistas, o ministério destacou que o país precisará substituir até cinco reatores nucleares até a década de 2040 e entre 11 e 14 até os anos 2050.

Meta é garantir fornecimento estável

O cenário considera que a energia nuclear atenderia cerca de 20% da demanda energética do Japão nesses períodos, em comparação com pouco menos de 10% atualmente, informou o ministério.

"Vamos promover essa iniciativa com o objetivo de substituir pelo menos esse número de reatores para garantir um fornecimento estável de eletricidade", diz a proposta.

Esta é a primeira vez que o governo estabelece metas específicas para a substituição de reatores, informou a agência de notícias Kyodo News.

Segundo a mídia local, os ministros responsáveis devem revisar o plano em outra ocasião.

Ameaça de déficit de geração

A indústria de energia do Japão estima que, até a década de 2040, o país enfrentará um déficit de 5,5 milhões de quilowatts, equivalente aproximadamente à energia gerada por cinco reatores, segundo a Kyodo.

O Japão desligou toda a sua energia nuclear após um enorme terremoto e tsunami provocarem o derretimento de três reatores da usina de Fukushima em 2011.

No entanto, o país agora pretende retomar o uso da energia atômica para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, alcançar a neutralidade de carbono até 2050 e atender à crescente demanda energética impulsionada pela inteligência artificial.

Dos 33 reatores nucleares no país que ainda estão em condições de operação, 15 foram retomados.

Antes da crise de Fukushima, a energia nuclear era responsável por cerca de um terço da eletricidade do Japão.

md/ra (AFP, Reuters, ots)

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