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Foto de sonda Odysseus mostra "perna" quebrada após pouso na Lua

O lander Odysseus pousou na Lua na semana passada, mas para isso, precisou enfrentar uma série de desafios — entre eles, estavam uma perna quebrada ou até mais

29 fev 2024 - 17h42
(atualizado às 20h33)
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O Odysseus, módulo privado da Intuitive Machines, enfrentou vários desafios para pousar na Lua — incluindo uma ou mais pernas quebradas. Mesmo assim, a sonda desceu à superfície do nosso satélite natural, marcando o primeiro pouso de uma espaçonave norte-americana desde aquele da Apollo 17, em 1972. 

Foto: Intuitive Machines / Canaltech

Durante a descida à superfície lunar no dia 22, o Odysseus (ou Odie, como é carinhosamente chamado por sua equipe) sofreu uma falha em seu equipamento de navegação. Além de ter seguido mais rápido que o esperado, ele acabou pousando em uma região com relevo mais alto do que aquele do seu alvo.

"Então, batemos com mais força e meio que derrapamos no caminho", disse Steve Altemus, CEO e cofundador da Intuitive Machines, durante uma coletiva de imprensa na quarta-feira (28). Segundo ele, o equipamento de pouso sofreu o maior impacto, e acabou com uma ou duas pernas quebradas.

Apesar do ocorrido, o Odysseus pousou na posição vertical — só que ficou assim por apenas 2 segundos. Como ele estava em uma região com inclinação de 12º, começou a tombar e acabou parado a aproximadamente 30º da horizontal; o que impede que ele caia são seus tanques e outras peças servindo de apoio. 

A posição impediu que o Odysseus usasse sua antena para se comunicar com a Terra, e acabou também bloqueando grande parte da luz que deveria incidir sobre seus painéis solares. Felizmente, as outras antenas do lander conseguiram transmitir suas fotos e dados para a Terra. 

Com a noite lunar chegando, a Intuitive Machines esperava desativar o Odie na quarta, mas parece que isso não aconteceu. "Ainda trabalhando, o Odysseus continua operando na superfície lunar", escreveram hoje em uma publicação no X, antigo Twitter

Segundo a empresa, os controladores de voo iriam fazer o download dos dados restantes por volta das 14h no horário de Brasília, "e comandar o Odie para uma configuração em que ele possa 'ligar para casa' se e quando acordar quando o Sol nascer novamente", finalizaram. 

O Odie vai precisar enfrentar cerca de duas semanas de noite lunar, marcada por temperaturas de -130 ºC. Como a missão foi desenhada para durar pouco mais de uma semana no máximo, o frio da noite lunar pode danificar os componentes eletrônicos e baterias do lander.

Fonte: Via: Space.com

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