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Cometa Neowise: veja fotos da passagem do corpo celeste pelo mundo

Fenômeno que ocorre a cada 6.800 anos poderá ser avistado pelos brasileiros até 31 de julho

24 jul 2020 - 10h14
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Milhares de fotografias e vídeos têm registrado a rara passagem do cometa Neowise nas proximidades da Terra. Por diversos continentes, especialmente a noite, as imagens de fotógrafos amadores e profissionais mostram a luz intensa do corpo celeste, que poderá ser avistado por brasileiros até 31 de julho.

A aproximação máxima do cometa ocorreu na quinta-feira, 23. Na região Sudeste, ele deve ser melhor observado a partir desta sexta-feira, 24, e, no Sul, por volta de domingo, 26.

O ideal é olhar à direita do ponto onde o Sol se põe. Os interessados em ver essa passagem precisam estar atentos porque somente daqui a 6.800 anos é que ele estará por aqui novamente.

Outra ressalva é que fenômenos como esse variam muito de um dia para o outro, são imprevisíveis e algumas condições são necessárias para que a cena seja registrada.

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Meu registro do Cometa C/2020 F3 (NEOWISE) em Boa Vista! ?? ? Na observac¸a~o que fiz, notei uma certa dificuldade para observar a olho nu, sendo possi´vel ver somente uma mancha que lembra o cometa. Pore´m atrave´s de bino´culos a observac¸a~o e´ bem semelhante a imagem!? ? O cometa ainda estara´ visi´vel nos pro´ximos dias, mas infelizmente ficando cada vez mais escuro. ? Recomendo ir pra uma a´rea longe das luzes da cidade e com horizonte livre. ? Facilmente registrado atrave´s de ca^meras e ate´ celulares com controles manuais de exposic¸a~o. . . . . #milkywaychasers? #longexposure_shots? #nightimages ? #nightshooterz? #nightshooters? #nightpics? #milkywaygalaxy ? #astrophotography? #astrophoto ? #astro_photography ? #longexposure ? #longexpohunter? #longexpo? #amazingearth ? #natgeospace ? #milkyway ? #nightphotography ? #longexpoelite? #night_captures? #beautifuldestinations? #nightsky ? #nightscape? #roraima #ig_roraima #portalroraima

Uma publicação compartilhada por Abreu Mubarac (@abreumubarac) em

Segundo o astrofísico Roberto Dell'Aglio Dias da Costa, do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), um binóculo comum ou uma luneta podem ajudar a visualizar a passagem do cometa. O que se verá é uma forma característica: uma cabeça brilhante com cauda, fácil de identificar em meio a estrelas.

Para a próxima semana, o clima deve ajudar a ter um céu com poucas nuvens. Costa diz, ainda, que quem estiver nas regiões Norte e Nordeste verá o cometa melhor do que quem estiver no Sudeste, que por sua vez terá uma visão mais nítida de quem mora no Sul.

A olho nu, a pessoa terá a impressão de que o corpo celeste está imóvel em relação ao fundo estrelado, mas caso faça uso de um binóculo, será possível ver um movimento lento no céu.

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None of you had a T-Rex costume you wanted to lend me, so I had to think of something else. I zip tied the milk crate to the front of the bike and spent an entire afternoon making ET's arm and trying to figure out how it would be in the right spot for the comet. Turns out trial and error is my preferred way of lining up ET's finger and the comet. Pretty stoked with how it turned out though. On a clear night you can see the comet with your naked eye so unless you want to wait 6800 years for this comet to return I'd say try to get out of the city and see it while you can. It is super cool. #neowise #neowisecomet #neowisec2020f3 #neowise?? #neowisecomet2020

Uma publicação compartilhada por Reid Zandbelt (@reidzandbelt) em

Caso o observador opte por um telescópio, o astrofísico faz um alerta: não se deve nunca, em hipótese alguma, apontar o telescópio ou luneta para o Sol, porque isso pode causar lesão permanente na retina.

Seguindo essas dicas, é até possível ver o cometa por mais de um dia seguido, mas a cada um deles a visão será pior no horizonte.

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N E O W I S E C/2020 F3 ?? . . . . . . #neowise #comet #shotoncanon #neowisecomet #universe #valochephoto #earth #astrophotography #partageducoq #space #nature #earthoutdoors #skywatchers #c2020f3neowise #nightphotography #astronomy #milkyway #stars #alone #welivetoexplore #earthvisuals #visualwonderlust #nightphotoearth #nomadict #theglobewander #roamtheplanet #teamroutardvideaste #igersnantes #lesfillesvoyagent

Uma publicação compartilhada por LAURE | TRAVEL PHOTOGRAPHY (@laure.dns) em

Feitos de poeira, rocha, gelo e gases, os cometas são corpos celestes com estrutura dividida entre núcleo, cabeleira ou coma e cauda. Tudo indica que eles se formaram ao mesmo tempo que o Sistema Solar, em dois pontos distintos: no Cinturão de Kuiper, perto da órbita de Netuno, e na Nuvem de Oort, a quase um ano-luz do sol.

Com diversos tamanhos, os cometas têm caudas luminosas formadas por partículas de seus materiais que vão se soltando, deixando um rastro no céu e os diferenciam dos asteroides. Centenas deles, como o Halley, passam perto da Terra, mas poucos chamam atenção.

No hemisfério norte do planeta, o cometa virou uma atração. Fotos mostram um luminoso corpo redondo acompanhado por uma cauda igualmente brilhante atravessando os céus da Itália e da República Checa, por exemplo. Em 15 de julho, o Neowise passou sobre as Seven Magic Mountains, no deserto de Nevada, nos Estados Unidos.

É o Sol que faz os cometas serem vistos. Compostos por um núcleo de gelo, o calor solar provoca a sublimação desse material, transformando-o de sólido para gasoso. O gás que sobe pela superfície do corpo dá a visão do brilho que rasga o céu em sua passagem. Quanto mais longe do Sol, menos partes são desprendidas e menos visível ele fica. Longe do Sol, ele é apenas uma grande pedra fria.

Sobre o Neowise, sabe-se que ele é um cometa periódico, ou seja, passa pela Terra a cada período específico - quase 7 mil anos nesse caso. Ele registrou sua aproximação máxima ao Sol em 3 de julho, quando ficou a uma distância de 43 milhões de quilômetros.

Estadão
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