Cidade maia permaneceu escondida na selva por séculos: arqueólogos precisaram de 13 anos e facões para alcançá-la
Deram-lhe o nome de Minanbé ("não há caminho"), o que dá uma ideia da odisseia que enfrentaram para chegar lá
Batizaram-na de 'Minanbé' ("não há caminho", em maia iucateque) e, de fato, poucos nomes poderiam descrever melhor o sítio pré-colombiano que os arqueólogos acabaram de descobrir no meio da selva de Campeche, no México. Depois de percorrer quilômetros e quilômetros com facões e a ajuda de veículos todo-terreno, sob o sol escaldante de Yucatán, uma equipe de pesquisadores liderada pelo esloveno Ivan Šprajc chegou a uma cidade maia esquecida que, segundo as observações iniciais, deve ter desempenhado um papel significativo durante o período Clássico Tardio, que vai de 600 a 900 d.C.
Depois disso, a selva engoliu o assentamento por mais de mil anos, um longo período de esquecimento que acaba de terminar.
O que aconteceu?
Não é surpresa que o Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) agite as águas da arqueologia pré-colombiana com importantes descobertas. Nos últimos anos, porém, poucas foram tão fascinantes quanto a recém-revelada em Campeche.
E não apenas por sua dimensão. A localização e a história por trás da descoberta da antiga cidade maia de Minanbé são tão surpreendentes que dois fatos são necessários para compreender sua importância: foram necessários mais de dez anos de trabalho e a travessia de vários quilômetros pela selva para chegar lá.
Por quê?
Porque Minanbé estava em um lugar inacessível. E, neste caso, podemos usar a palavra literalmente. A cidade estava "camuflada no labirinto da selva da Reserva da Biosfera de Calakmul", nas palavras do INAH ...
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