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China diz que proibição do DeepSeek pelos EUA desconsidera consenso entre Xi e Trump

20 out 2026 - 13h30
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Resumo
A China criticou a proibição do modelo de inteligência artificial DeepSeek em agências federais dos EUA, ordenada por Washington sob alegação de riscos de transferência de dados e segurança cibernética. Pequim afirmou que a medida viola consensos prévios entre os líderes dos dois países, prejudica empresas chinesas e exigiu sua revogação imediata. O governo chinês também repudiou novas sanções norte-americanas contra cinco entidades do país acusadas de roubo de segredos comerciais de IA.

O Ministério do Comércio da ‌China criticou nesta terça-feira uma ordem do governo dos Estados Unidos que proíbe o uso do modelo chinês de inteligência artificial DeepSeek nos sistemas de agências federais norte-americanas, afirmando que isso prejudica os interesses das empresas chinesas e desconsidera os acordos ⁠firmados pelos líderes dos dois países.

O ministério chinês cobrou os ‌EUA a "corrigir imediatamente as práticas incorretas...e revogar as medidas restritivas discriminatórias relevantes", acrescentando que Pequim acompanhará de perto os ‌desdobramentos e "tomará todas as medidas necessárias" para ‌salvaguardar seus interesses.

O Departamento de Segurança Interna dos ⁠EUA (DHS) ordenou na segunda-feira a remoção dos produtos DeepSeek e de serviços de terceiros que utilizam o modelo chinês de IA dos sistemas de TI das agências federais civis. Também proibiu as agências de adquirirem produtos DeepSeek ou serviços de ‌terceiros desenvolvidos com base nesse modelo.

O DHS afirmou que os modelos ‌da DeepSeek representam "múltiplos ⁠vetores de ameaça" ⁠e levantou preocupações de que seu uso possa resultar na transferência de ⁠dados confidenciais para a ‌China caso sejam utilizados ‌por funcionários do governo dos EUA ou por fornecedores.

Pequim está "profundamente insatisfeita e se opõe firmemente" à ordem, afirmou o Ministério do Comércio.

A China espera que os EUA implementem ⁠o consenso alcançado pelos dois líderes, trabalhem com a China "na mesma direção" e façam pleno uso do mecanismo de diálogo China-EUA sobre inteligência artificial, acrescentou.

Em uma declaração separada na terça-feira, o ministério também manifestou "firme ‌oposição" às sanções dos EUA contra cinco entidades chinesas por suposto roubo de segredos comerciais relacionados à IA.

As empresas sancionadas ⁠pelo Departamento de Estado dos EUA na segunda-feira foram a Shanghai Zhisuan Technology, uma empresa de IA fundada pelo ex-engenheiro de software do Google Linwei Ding, uma empresa de capital de risco que financiou a Zhisuan, bem como três entidades relacionadas.

Ding foi considerado culpado em janeiro por roubar segredos comerciais de IA da gigante tecnológica dos EUA para beneficiar duas empresas chinesas, embora sua condenação tenha sido parcialmente anulada em agosto.

O ministério chinês acusou os EUA de "exagerar a questão do chamado 'roubo de segredos comerciais'" e de difamar empresas chinesas.

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